14/12/2010

Igualdades

Durante um café da tarde na cidade, as duas amigas conversavam:

Amiga, sei que você não gosta que eu te apresente as pessoas, mas esse cara você tem que conhecer!

Ai... Sério? Não curto nem um pouco esses encontros planejados.

Sério amiga. Esse é diferente.

Tá vai. Me fala quem é esse partidão.

O nome dele é Leonardo...

Ah... Tá de sacanagem né!

― Por quê?...

Mais um Léo?! Você tá doida!

― Mas amiga...

Pior, mais um “L”... Não bastaram as burradas do Luciano, do Levy, do Lucas e do próprio Leonardo, agora outro?!

― Ora, que culpa eu tenho se os homens que se interessam por você tem a mesma inicial no nome!

Não quero. Eu passo!

Mas amiga, você nem o conhece!

Eu sei! Mas vai ser tudo a mesma coisa. Nem me arrisco mais.

― Não acredito que estou ouvindo isso! Você está solteira há...

― Fala baixo garota!

(as duas riem)

Você vai mesmo dispensá-lo assim? Ele é advogado, tem seu próprio escritório, é mais velho que você uns três anos, nunca se casou e não tem filhos.

― A ficha perfeita né amiga. Mas e se fosse ao contrário?

― Como assim?

― E se eu estivesse apresentando esse partidão pra você e te dissesse que ele era leonino!

― Ah, mas isso é diferente!

― Como é diferente? É exatamente igual! Você não sai mais com leoninos, e eu não saio mais com Leonardos ou outros Ls!!

― Eu não saio mais com leoninos porque eles são realmente todos iguais. Astrologicamente iguais! E não nomenclatura... Ah, você me entendeu!

― Pra mim é exatamente a mesma coisa. Você e eu sofremos decepções amorosas, você com um leonino, eu com os Ls, assim como tem gente que se decepcionou com Josés, ou com Felipes, com aquarianos, ou com médicos, publicitários ou professores!

― Depois não reclama viu. Não vá dizer que ninguém te ajuda. Você está deixando passar uma oportunidade. Das boas!

― Eu estou é me resguardando, evitando o óbvio!

(silêncio)

(dois goles de cappuccino para cada)

― Me diz uma coisa... Ele é bonito?... Porque ele nunca se casou?

11/12/2010

O amor, um bloco e uma caneta

Quem é jornalista levanta a mão!

Agora quem é jornalista e tem problemas do “coração” levanta as duas mãos!

Não que eu não tenha muita coisa para fazer no meu dia-a-dia, mas assistindo a um filme despreocupadamente, percebi que a protagonista; uma mulher toda atolada em seus relacionamentos amorosos; tinha como profissão a mesma que a minha, a linda e honrosa profissão de jornalista.

Partindo daí, me lembrei de uma das mais famosas jornalistas dos seriados de TV, Carrie Bradshaw de Sex and The City, é claro. Com todas as suas dúvidas e aventuras expostas em suas colunas semanais. E Bridget Jones! Quem não se lembra dela?! Terá existido na ficção alguém tão ou mais complicada em assuntos amorosos do que ela? E qual era sua profissão mesmo? Bingo... Jornalista!

E não parei mais. Comecei a listar filmes e seriados, dentro dos gêneros comédia e romance, com o seguinte perfil de protagonista: a mulher que se enrola horrores em seus objetivos e geralmente percebe que todas as suas teorias eram furadas!

Reuni 12 títulos!! As profissões eram dentro ou ligadas ao jornalismo e a comunicação, como editoras de revista, produtoras de TV, articulistas, críticas de comida e livros, publicitárias!

E aí eu realmente comecei a me preocupar! (rsrs)

Será que a sétima arte e seus autores, acreditam que as mulheres dessa área têm tendência a se atrapalhar toda no quesito amor?

Jornalistas amigas, respondam! Eu, com todo esse blog, já respondi por mim!

Alguns exemplos:

Alguém como você ( 2001 ) – Jane Goodale é uma produtora de TV

O amor não tira férias ( 2006 ) – Amanda Woods é produtora de trailers enquanto Iris é jornalista em Londres.

De repente 30 (2004) - A linda Jenna Rink é editora da revista Poise.

Dizem por aí (2005) – Sarah é toda perdida na vida, ela é... Jornalista!

(E você, lembra de mais algum?)

*Obs.: Não leve tudo tão a sério, isso é uma brincadeira! E se quiser brincar fique a vontade, se não, fique também!

06/12/2010

A salvação

Quando ela bateu o pé e disse “que ficaria com ele não importasse o quê;” não entendi de imediato o que ela estava realmente sentindo. O que ela tinha visto nele, como o escolheu no meio de tanta (ou nem tanta) gente.

Depois de um tempo sozinha (não vale dizer quanto), é comum deixar a ansiedade tomar conta de você. Comum não quer dizer que seja certo, mas já vi acontecer, e acho que é o que tem acontecido.

Imagine-se num cômodo fechado, em meio a pessoas que você conhece e desconhece, com caras boas e ruins. Todos passam por você, alguns te olham e até conversam, mas ninguém se arrisca a te tirar de lá, simplesmente porque não querem.

Certo. Você não é bobo, você tenta, e tenta, e tenta, mas nada muda. Você está preso lá e não consegue sair.

E aí você cria expectativa, monta táticas, estratégias, procura defeitos, analisa cada passo, ganha força e confiança pra tentar de novo. Foca no “É hoje” que eu saio daqui, mas você volta do mesmo jeito que foi, sem sucesso. (Barra!!!)

Eis que de repente alguém novo lhe dá mais atenção que os outros. Você não pensaria duas vezes, pensaria? Mesmo sem saber quem ele é, o que ele faz, o que pensa ou o que quer de você, você deixaria essa oportunidade passar? Ou agarraria com todas as forças como uma forma de salvação?

Eu acho que foi assim que ela se sentiu quando ele apareceu. Isso pode dar certo, mas também pode dar tudo errado. (Não gosto nem de imaginar como seria cair deste cavalo).

A ansiedade fala muito mais alto. E a gente mete os pés pelas mãos, fala o que não deve, age diferente de sua própria essência, faz coisas que... Enfim, tem um pouco de desespero nisso. (Mas como não ter?!)

E aí quando esse suposto salvador se aproxima, está tudo tão nebuloso e confuso que seu futuro inteiro passa diante de seus olhos, como se fosse possível premeditá-lo. Inútil, uma viagem, eu sei. E frustração vem em seguida, claro.

E aí você pondera coisas que não fazem diferença naquele momento. Antes você só queria sair dali. Agora somente sair é pouco, você quer saber o que vem depois. (E depois pode ser mais um cômodo sem saída)

A culpa não é sua, na verdade ninguém tem culpa, só essa maldita ansiedade.

“Não ponha a carroça na frente dos bois”.

24/11/2010

Salsa & Merengue

Viajar é bom demais! Sair da rotina, da mesmice, esquecer do trabalho, desconectar-se do seu dia-a-dia... Sair da pressão e depressão interiorana que estava me sufocando faz tempo!

Sim, volto a falar da diferença entre pessoas solteiras que moram na capital e no interior, onde há pouco entretenimento e muita gente com a vida acertada, digo, casada, noivada, com uma filharada, enfim... Por mais que sejamos felizes por eles, chega uma hora que você se sente com um rótulo de fracassado estampado na testa! (Juro!)

Enfim... Precisava respirar um novo ar. E graças à mamata dos feriados brasileiros, foi o que eu fiz.

Não levei muito tempo para me revigorar. Foram tantas as atividades que a impressão foi de que passei uma semana em São Paulo, ao invés de três dias. Acompanhada de uma super amiga, e recepcionada por mais três, o fim de semana não tinha como dar errado. Aliás, preciso dizer que um amigo quase francês estava muito correto ao dizer com que tipo de pessoas eu devia me relacionar. (Ponto pra você Messieur!) Boas companhias fazem toda a diferença, e eu estava com as melhores!

Longe de nos tornarmos caçadoras oficiais de baladas (o que seria bem interessante), iniciamos uma busca no cenário paulistano e depois de muitas indicações e infinitas possibilidades (hello interior!!) decidimos nos aventurar pela Vila Madalena na noite de sexta-feira e pela Vila Olímpia no sábado.

Assim que começamos a nos aproximar das subidas e descidas da Vila Madalena respirei aliviada: “Existe vida noturna após os 25,30, 40, 50,...” (hello interiorrr) E daí em diante foi tudo festa!

Ah!... Por quê o título do post é Salsa & Merengue? Descubra abaixo! Onde fomos:

Boteco São Bento (Rua Mourato Coelho, 1060, Vila Madalena / www.botecosaobento.com.br )

As opções de bares e botecos, dos mais arrumadinhos aos pés de chinelo são muitas, melhor descer do taxi (por causa do trânsito lento) e passear por eles a pé, enquanto escolhe, já rola uma paquera! E tem que ter paciência, pois pra todos eles há fila de espera!

Gostamos do São Bento por ser grande e agradável!

Comida e drinks: As bebidas são bem servidas, ao contrário das porções de petiscos que apesar de muito gostosas, são caras e pequenas! Mas se for rachar a conta, não tem problema! Opções de drinks: Hi-fi, Água de beijar e Sex on the beach, provados e aprovados!

Interessante: Depois de 1 da manhã, os bares colocam as pessoas que estão sentadas do lado de fora para dentro do bar. A lei do Psiu proíbe mesas do lado de fora depois desse horário por causa do barulho. A idéia é manter um bom relacionamento dos moradores com os estabelecimentos! (Mandou bem São Paulo!)

Curiosidade: Um garçom que sempre roubava nossos copos e cestinhas sem a gente ver! A batata-frita não tinha acabado moço!!

Rey Castro Cuban Bar (Rua Ministro Jesuíno Cardoso, 181, Vila Olímpia / www.reycastro.com.br )

O que um sobrado antigo na Vila Olímpia pode te oferecer? Uma boa e selecionada balada ao ritmo de salsa e merengue a noite toda! Uma banda ao vivo divertidíssima e um DJ que mistura os ritmos latinos com músicas pop, dance e hip-hop atuais! Bailarinos (que não sei se são contratados ou não) rodopiando pelo salão arrasando nos passos! Nem precisa dizer que adorei certo?!

Escolhemos essa balada por ser diferente de tudo o que já fomos! Além das ótimas indicações!

Preço no sábado para mulheres: R$30 pista e R$40 camarote (existe a possibilidade de colocar nome na lista e fazer festas de aniversário com desconto!)

Comida: Não jantamos no lugar, mas uma das amigas disse que a comida é muito boa!

Drinks: Há uma lista imensa de bebidas latinas como Mojito, Tequila e Margarita, mas escolhemos e aprovamos muitíssimo: Piña Colada, o Toreador, Cosmopolitan, os tipo Frozen. (Obs.: Isso não era tudo meu viu!)... Só agora achei no cardápio que havia Amarula Frozen... Perdi, vou ter que voltar pra experimentar! Afim de chacoalhar os quadris? Faz um bem danado!

*O preço dos drinks vai de 14 a 20 reais em ambos os lugares.

*Fotos retiradas da internet

#ouvindo Valió La pena! / A salsa não sai da cabeça! rs

17/11/2010

Simples

“É só olhar, depois sorrir...

Depois gostar...

Você olhou, você sorriu,

Me fez gostar...”

( O que é amar / Johnny Alf )

Engraçado que de um dia para o outro, um simples olhar pode passar a ser diferente dos olhares dos outros, e de todos os outros olhares que a mesma pessoa lhe deu por toda uma vida.

Como pode?

15/11/2010

No, you can NOT!

Nunca antes na história deste blog (rs), dediquei um post inteirinho para “malhar” uma classe que não se pode viver com, e nem viver sem:

Os homens! (claro)

Talvez pelo fato de que meus textos geralmente expressam uma visão dos relacionamentos da mulher que não se faz de vítima. Nunca dou ao homem o papel de vilão, mas enfoco como a mulher muitas vezes, desempenha o papel da Maravilha.

No entanto, tudo tem um limite. E o dia de vilão chegou.

Mesmo sabendo que muitos dessa classe curtem ler o blog; sem generalizar e sem analisar os dois lados, hoje estou aqui para dizer algumas verdades:

É preciso e necessário frisar o quanto a classe masculina consegue ser desprezível!

Isso mesmo! Desprezível, sem noção, sem coração, inconseqüente, intransigente, incapaz de pensar na pessoa que convive com ele...

Homens que vivem a partir de um convencimento de mentalidade “sexo forte”, que carregam em si o lema “Nós podemos” (porque somos homens) precisam e devem ouvir a seguinte frase:

No... You can NOT!

Vocês simplesmente não podem fazer tudo o que vocês querem, nem como vocês querem, nem a hora que querem. Não mesmo.

Vocês não podem dar aquela escapadinha pra balada depois de encontrar a namorada, puxar papo com uma solteira e ainda jurar de pés juntos que está sozinho também! (Double crosser! Crime duplo! Não pode! Bando de @#$%¨& Tem namorada para que então?!).

Vocês não podem “chegar chegando”, pagando as coisas, ou simplesmente achar que merecem isso ou aquilo, se a gente não deu nenhum sinal de interesse. E mesmo se tivermos dado, calma lá!

Merecimento vem depois de muita conquista, luta, esforço… Mais especificamente de beijos e abraços bem dados, presentes, carinho, amizade, interesse, apoio, confiança... Preliminares!! (For God’s Sake!!)

Vocês não podem simplesmente abandonar a mulher que te ajudou a crescer na vida. Que te pôs pra estudar, que te apresentou pessoas influentes, te ajudou a conseguir trabalho, que desenhou seu futuro melhor e te deu filhos lindos! E aí quando você finalmente entra para a faculdade, é beijo e tchau? E quando eu digo abandonar, não quero dizer terminar, mas negligenciar, que é muito pior! (olha o remédio de pressão querida leitora...)

E eu que tinha achado que os homens haviam parado com essa bobeira de mentir para onde estão indo, de omitir informações pra não se complicar, de agir como uma criança que faz lambança e não tem capacidade nem de esconder direito, nem de solucionar o problema. (Affffff).

(respira)

Já vi homens destruírem suas famílias por causa de vícios, dinheiro, outras, outros... E sei que seres humanos cometem erros, fazem burradas, e que também tem novas vontades e desejos, como a mulher também tem e faz. Mas o que me parece é que o sexo masculino tem uma tendência maior a infringir, a não se importar com o que está em volta. Eles preferem arriscar, sentir a adrenalina do novo, a se “acovardar” diante do risco.

Meio estúpido, na minha opinião, mas...Eu sou menina! (rs)

Menina essa que sofre. A mulher sofre sim. Pois é forçada a passar por um processo dolorido de separação, é tachada pela sociedade e ainda tem os filhos... Lembre-se, que ela tem que estar linda, claro.

Não que a mulher não seja forte o suficiente para dar a volta por cima e ainda sair sorrindo. Mas certamente se ela tinha um compromisso com a pessoa, nada disso estava em seus planos felizes.

Enfim...

Tá vendo o que vocês homens fazem?!

Citando o título da nova minissérie da Globo, porém alterando-o:

“Afinal, o que querem os homens?”

Um harém?!

Então porque não se mudam para alguma região das Arábias?! ...

Ah, claro. Porque além de tudo, são preguiçosos, daria muito trabalho...

10/11/2010

Transformação

Prefixo “ex”: de origem latina, exprime as idéias de separação, extração e afastamento. O substantivo que lhe segue significa aquilo que alguém foi, mas já não é.

Tem ex-presidente, ex-jogador, ex-bbb, ex-funcionário, ex-diretor, ex-marido... Ah, e tem também a EX-namorada.

Tão ou mais odiada que a sogra, essa personagem do mundo dos relacionamentos causa grandes pavores e neuras. Muito além de um prefixo; a namorada quando vira EX (“É hora de Morfar!”) ganha super poderes maléficos, ultra “power” perigosos!!

Sempre pensei dessa forma. Considerava as Ex do meu Ex (que engraçado dizer isso), uma ameaça. Mas agora que eu faço parte desse time, o que eu acho?

Que somos mesmo! (tensão!)

Brincadeira.

Não ganhei super poderes. Não sofri mutações, não me tornei uma X-woman. Talvez tenha ganhado um título de megera, sem coração, louca... (Biatch!), mas é o que dizem que represento, e não o que sou. (pigarro...).

Sei que tem gente que encarna, tem EX que não sai da cola. (E isso vale para homens e mulheres). Mas como já citou o bom e velho dicionário, EX é uma coisa que “já foi, e não é mais”. Tudo se apaga com o tempo.

No entanto, é interessante estar do outro lado. Por alguns anos, vi meus amigos trocando de namoradas e acompanhei várias transições de atual para EX.

(Aliás, é necessário frisar. Num grupo de amigos, quando você se torna EX, quer dizer que é EX para todos e não só para o namorado. Se engana quem acha que vai conseguir manter 100% da amizade que tinha antes de adquirir o pesado prefixo. É raro, bem raro. Mas isso é outro assunto...)

Voltando aos meus amigos... Eu ficava do lado deles e assistia as outras se tornando megeras nas bocas das novatas. Sempre tentei manter a política de boa vizinhança, porque acabava me tornando amiga de todas elas. Mas em alguns casos eu acabei ficando no meio da zona de conflito! (perigo!!)

Engraçado lembrar.

Sorte que depois de um longo tempo as pessoas vão esquecendo. Eu, pelo menos, comecei a eliminar algumas informações. Como por exemplo, por esses dias, esbarrei com uma EX de algum daqueles amigos. Ela era EX, isso eu tinha certeza, mas EX de quem mesmo?? E o nome dela qual era? O que fazia, da onde era? Não faço idéia.

O prefixo (imutável) permanece, mas a história se apagou. Melhor assim!

...

Respeite a propriedade intelectual. Ao reproduzir os textos não se esqueça dos créditos! Obrigado!