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25/10/2012

Velhos ditados

E ela desabafou:

― É... Estar sozinha está em alta...

― ... Tristemente, em alta.  - ela ajeitou os cabelos e apoiou os cotovelos na mesa, fazendo das mãos um suporte para o queixo e bochechas.

Fiz o mesmo. E olhei bem pra ela.

― Não sei não. Dá uma olhada em volta.

Ela levantou os olhos com a maior preguiça do mundo. Eu continuei:

― Tem hora que é bem melhor estar sozinha, do que mal acompanhada.

― Isso é velho hein. - ela reclama.

― Mas não deixa de ser verdade. 

18/10/2012

5 Ms

Menina, Moça, Mulher, Mãe... Monstrinhas!

Ultimamente tenho pensado em como os homens tem razão em dizer que as mulheres são complicadas. São tantas as transformações na vida de uma pessoa do sexo feminino, que acredito que os “meninos” não se dão conta do quão complicado engloba “ser mulher”.

Tem as transformações físicas. Os seios crescem, o corpo incha, sangramos todo mês, o quadril alarga, a barriga cresce na gravidez, um bebê sai de dentro de você, os seios caem...

Tem as transformações culturais. A menina vira mocinha, a moça perde a virgindade, a mulher deixa sua casa para se juntar a um homem, a mulher vira mãe...

E as transformações psicológicas. Trocamos o amor pela boneca, pelo amor de um garoto. Somos sensíveis e nos magoamos com facilidade. Encontramos preconceito no trabalho por causa de homens machistas. Somos exigentes com nossa aparência. (ou somos impostas a ser). E nos dividimos entre inúmeras atividades diárias (casa, trabalho, filhos...)

Tudo isso e muito mais; não necessariamente nessa ordem; e o pior de tudo... Ao mesmo tempo!

Então quando um homem diz a você, que você é complicada... Sorria! Por que ele realmente não faz ideia de quanto.

Somos complicadas sim!

Verdadeiras ‘monstrinhas’ em constante mudança de dentro pra fora e por todos os lados!

Não é a toa que uma mulher precisa de outras mulheres para se guiar. Não é a toa que existem revistas femininas de todos os tipos e para todas as idades (e diga-se de passagem: elas continuam vendendo muito, mesmo com a ascendência da internet!)

Precisamos de ajuda! Precisamos de mãe, avó, irmãs, amigas! Precisamos trocar experiências!

Precisamos de alguém que nos auxilie a abandonar o par de tênis e calçar o salto alto. Que nos ensine por que menstruar é importante, que nos guie pelos primeiros anos da maternidade. E que principalmente entenda que TPM não é frescura, é real, é insuportável, e que nós não temos controle sobre ela!

Precisamos de ajuda! De homens compreensivos, que entendam que mesmo com toda a complicação, ainda há mulheres que querem estar do lado deles para ‘cuidar’ deles, para ‘agradá-los’, cuidar da casa e ainda ‘dar filhos’ a eles.

Inacreditável não?

Com tantas alterações, a mulher ainda consegue amar, ser forte, bonita e feliz. 

#ouvindo
Respect - Aretha Franklin
Not a girl, not yet a woman - Britney Spears
I'm a woman - Melinda Doolittle
I am woman - Helen Reddy

16/09/2012

A última solteira

Por pelo menos 15 anos elas viveram a mesma cena. Se reuniam para matar a saudade, para contar as novidades, tentar resolver os problemas e espalhar algumas fofocas... Não existia sessão de terapia melhor do que um encontro com as amigas de tanto tempo.

E o tempo voa não? Passaram formaturas, trabalhos, viagens, casamentos, bebês...

Então, das quatro em volta da mesa, havia três alianças nos dedos.

As amigas de Bia eram agora senhoras fulano de tal. Coisa que nunca afetou o comportamento de cada uma, muito menos a amizade entre elas.

Porém no último encontro, Bia, que sempre teve uma postura mais comedida, foi alvo de três olhares esperançosos, ávidos por novidades! Eram três casadas, buscando as aventuras da última solteira.

Bia não soube dizer na hora se aquilo era um complô para que ela se sentisse parte ainda do grupo; numa tentativa de que ela não se sentisse triste ou só; ou se as amigas estavam realmente interessadas nas baladas e pistas da vida.

Mas durante toda a conversa ela entendeu uma coisa. Solteiras idealizam, mas não sabem o que é a vida de casado. E as casadas sofrem uma amnésia, não se lembram como elas eram quando solteiras. Tudo tem seu lado bom e ruim.

No entanto, ao final do dia, ela não conseguiu tirar uma pergunta da cabeça: será o casamento o fim das aventuras?

Bia sinceramente espera que não. 

14/12/2010

Igualdades

Durante um café da tarde na cidade, as duas amigas conversavam:

Amiga, sei que você não gosta que eu te apresente as pessoas, mas esse cara você tem que conhecer!

Ai... Sério? Não curto nem um pouco esses encontros planejados.

Sério amiga. Esse é diferente.

Tá vai. Me fala quem é esse partidão.

O nome dele é Leonardo...

Ah... Tá de sacanagem né!

― Por quê?...

Mais um Léo?! Você tá doida!

― Mas amiga...

Pior, mais um “L”... Não bastaram as burradas do Luciano, do Levy, do Lucas e do próprio Leonardo, agora outro?!

― Ora, que culpa eu tenho se os homens que se interessam por você tem a mesma inicial no nome!

Não quero. Eu passo!

Mas amiga, você nem o conhece!

Eu sei! Mas vai ser tudo a mesma coisa. Nem me arrisco mais.

― Não acredito que estou ouvindo isso! Você está solteira há...

― Fala baixo garota!

(as duas riem)

Você vai mesmo dispensá-lo assim? Ele é advogado, tem seu próprio escritório, é mais velho que você uns três anos, nunca se casou e não tem filhos.

― A ficha perfeita né amiga. Mas e se fosse ao contrário?

― Como assim?

― E se eu estivesse apresentando esse partidão pra você e te dissesse que ele era leonino!

― Ah, mas isso é diferente!

― Como é diferente? É exatamente igual! Você não sai mais com leoninos, e eu não saio mais com Leonardos ou outros Ls!!

― Eu não saio mais com leoninos porque eles são realmente todos iguais. Astrologicamente iguais! E não nomenclatura... Ah, você me entendeu!

― Pra mim é exatamente a mesma coisa. Você e eu sofremos decepções amorosas, você com um leonino, eu com os Ls, assim como tem gente que se decepcionou com Josés, ou com Felipes, com aquarianos, ou com médicos, publicitários ou professores!

― Depois não reclama viu. Não vá dizer que ninguém te ajuda. Você está deixando passar uma oportunidade. Das boas!

― Eu estou é me resguardando, evitando o óbvio!

(silêncio)

(dois goles de cappuccino para cada)

― Me diz uma coisa... Ele é bonito?... Porque ele nunca se casou?

24/11/2010

Salsa & Merengue

Viajar é bom demais! Sair da rotina, da mesmice, esquecer do trabalho, desconectar-se do seu dia-a-dia... Sair da pressão e depressão interiorana que estava me sufocando faz tempo!

Sim, volto a falar da diferença entre pessoas solteiras que moram na capital e no interior, onde há pouco entretenimento e muita gente com a vida acertada, digo, casada, noivada, com uma filharada, enfim... Por mais que sejamos felizes por eles, chega uma hora que você se sente com um rótulo de fracassado estampado na testa! (Juro!)

Enfim... Precisava respirar um novo ar. E graças à mamata dos feriados brasileiros, foi o que eu fiz.

Não levei muito tempo para me revigorar. Foram tantas as atividades que a impressão foi de que passei uma semana em São Paulo, ao invés de três dias. Acompanhada de uma super amiga, e recepcionada por mais três, o fim de semana não tinha como dar errado. Aliás, preciso dizer que um amigo quase francês estava muito correto ao dizer com que tipo de pessoas eu devia me relacionar. (Ponto pra você Messieur!) Boas companhias fazem toda a diferença, e eu estava com as melhores!

Longe de nos tornarmos caçadoras oficiais de baladas (o que seria bem interessante), iniciamos uma busca no cenário paulistano e depois de muitas indicações e infinitas possibilidades (hello interior!!) decidimos nos aventurar pela Vila Madalena na noite de sexta-feira e pela Vila Olímpia no sábado.

Assim que começamos a nos aproximar das subidas e descidas da Vila Madalena respirei aliviada: “Existe vida noturna após os 25,30, 40, 50,...” (hello interiorrr) E daí em diante foi tudo festa!

Ah!... Por quê o título do post é Salsa & Merengue? Descubra abaixo! Onde fomos:

Boteco São Bento (Rua Mourato Coelho, 1060, Vila Madalena / www.botecosaobento.com.br )

As opções de bares e botecos, dos mais arrumadinhos aos pés de chinelo são muitas, melhor descer do taxi (por causa do trânsito lento) e passear por eles a pé, enquanto escolhe, já rola uma paquera! E tem que ter paciência, pois pra todos eles há fila de espera!

Gostamos do São Bento por ser grande e agradável!

Comida e drinks: As bebidas são bem servidas, ao contrário das porções de petiscos que apesar de muito gostosas, são caras e pequenas! Mas se for rachar a conta, não tem problema! Opções de drinks: Hi-fi, Água de beijar e Sex on the beach, provados e aprovados!

Interessante: Depois de 1 da manhã, os bares colocam as pessoas que estão sentadas do lado de fora para dentro do bar. A lei do Psiu proíbe mesas do lado de fora depois desse horário por causa do barulho. A idéia é manter um bom relacionamento dos moradores com os estabelecimentos! (Mandou bem São Paulo!)

Curiosidade: Um garçom que sempre roubava nossos copos e cestinhas sem a gente ver! A batata-frita não tinha acabado moço!!

Rey Castro Cuban Bar (Rua Ministro Jesuíno Cardoso, 181, Vila Olímpia / www.reycastro.com.br )

O que um sobrado antigo na Vila Olímpia pode te oferecer? Uma boa e selecionada balada ao ritmo de salsa e merengue a noite toda! Uma banda ao vivo divertidíssima e um DJ que mistura os ritmos latinos com músicas pop, dance e hip-hop atuais! Bailarinos (que não sei se são contratados ou não) rodopiando pelo salão arrasando nos passos! Nem precisa dizer que adorei certo?!

Escolhemos essa balada por ser diferente de tudo o que já fomos! Além das ótimas indicações!

Preço no sábado para mulheres: R$30 pista e R$40 camarote (existe a possibilidade de colocar nome na lista e fazer festas de aniversário com desconto!)

Comida: Não jantamos no lugar, mas uma das amigas disse que a comida é muito boa!

Drinks: Há uma lista imensa de bebidas latinas como Mojito, Tequila e Margarita, mas escolhemos e aprovamos muitíssimo: Piña Colada, o Toreador, Cosmopolitan, os tipo Frozen. (Obs.: Isso não era tudo meu viu!)... Só agora achei no cardápio que havia Amarula Frozen... Perdi, vou ter que voltar pra experimentar! Afim de chacoalhar os quadris? Faz um bem danado!

*O preço dos drinks vai de 14 a 20 reais em ambos os lugares.

*Fotos retiradas da internet

#ouvindo Valió La pena! / A salsa não sai da cabeça! rs

21/10/2010

Nova fórmula

Quando o assunto é a busca pelo amor, tem gente que apela para todos os meios, desde a balada, a beleza, riqueza, sorte, mandinga, religião... O que for; desde que sirva de auxílio nessa procura incessante, tá valendo.

Júlia havia entrado nessa paranóia. E chegou ao trabalho declarando que havia encontrado uma nova fórmula para chegar ao amor:

— É sério gente, eu descobri o que estava errado!

Apesar de saber que não havia nada verdadeiramente errado, entrei na sua onda:

— Então nos diga logo o que é!

— Preciso fazer uma mudança mental... Preciso não... Já fiz! — ela sorri de canto a canto.

Com medo de minha amiga ter sofrido de algum tipo de lavagem cerebral, eu continuei:

— Mudança mental? O que foi que você fez Jú?

— Ai, relaxa Carol, não é nada demais. É que eu estava lendo sobre aquela teoria das forças do universo...

— Sim, tudo o que você faz e pensa tem retorno pra você... — outra colega completa.

— Exato! Então... É isso! — ela pula de alegria!

— Como assim é isso Júlia?! — minha desconfiança a fez parar de pular e se sentar ao meu lado.

— Sabe quando a gente vê um casal lindo e contente por aí, e na hora morremos de inveja... Coisa que eu também não vou fazer mais... Sabe quando vemos os pombinhos e na hora fazemos caras e bocas?

— Tipo?

— Tipo torcer o nariz Carol, ou revirar os olhos de desdém! Fazer cara de “eca” !! — ela imita.

— Uhm, sei... — Agora ela realmente prendeu minha atenção.

— Então. Parei com isso!... Não vou mais colocar a língua pra fora e enfiar o dedo na goela nem que o casal seja mais melado que doce de leite com mel! Eu juro!

— Ok. Mas o que isso tem a ver com a lei da atração? — Agora toda a redação parou para ouvir.

— Simples amigas. Se eu fico fazendo essas coisas negativas eu as atraio de volta pra mim, certo? O universo vai pensar que eu não gosto de ser mimada também, de receber flores...

— De beijo roubado, de jantar surpresa...

— De falar igual criança, de ter apelidos engraçados...

— De chamego, de ganhar bombom...

— De carinho no cabelo e no rosto, de piadas sem graça...

— De casamento! — eu fui a última a completar.

(houve um silêncio)

— E aí, quem tá comigo nessa? — Júlia contaminou o ambiente, e enquanto todas respondiam positivamente ao esquema, eu...

— Bem... Não há mal algum em tentar né. Eu... Topo!

(Eu já disse que para encontrar o amor, vale tudo?)

...

08/08/2010

Da série: Ainda tenho muito que aprender II

Ela tinha acabado de se tornar a mais nova solteira do pedaço. Com seus 30 e mais alguns anos, ela ainda coloca muitas menininhas no chinelo, como diz a expressão popular.

Ainda se recuperando do término do casamento, ela comentava que iria sobreviver:

Estou jovem!

Sim! todos concordavam.

Não sou de se jogar fora! ela se exibia.

Claro que não, você é linda! todos acrescentavam.

Tenho minha vida profissional resolvida.

É verdade! as cabeças balançavam para cima e para baixo concordando.

Tenho meu carro....

Sim...

Meus estudos....

Sim....

Um apartamento só pra mim...

Sim...

Peraí! um dos mais novos dos rapazes saltou em frente a ela. Solteira, bonita, com a carreira resolvida, com carro e apartamento novo?!

Sim! era a vez dela de concordar!

Quer casar comigo?! ele dispara deixando todos atônitos e causando uma explosão de gargalhadas!

Eu sou um partidão, não sou? Pena que você é muito novinho pra mim!

Agora eu entendi! Entendi tudo! era minha vez de retrucar.

O que foi amiga?

Estou solteira há dois anos e nada, ela está solteira a cinco minutos e já recebeu uma proposta de casamento!

Vai vendo aí amiga... Vai vendo!

E as gargalhadas só aumentaram!

...

03/06/2010

SATC 2

O negócio é o seguinte. Sei que prometi escrever uma crítica sobre Sex and the City 2, mas está muito difícil. SATC é uma coisa muito pessoal. Tem gente que vai amar, gostar, achar sem graça ou odiar. Eu mesma já mudei de opinião sobre o filme várias vezes em uma semana.

Por isso, vou apenas me ater aos fatos brevemente e deixar que você assista e tire suas conclusões. (Mas adianto que o primeiro filme foi, com certeza, muito melhor!)

A seqüência traz como tema a questão das diferenças. As personagens, menos Carrie, estão um pouco mudadas, e o fato de elas irem parar em Abu Dhabi faz com que a diferença entre culturas seja colocada em discussão. (O que é um beijo na boca para você?).

Samantha está na menopausa, e suas ondas de calor matam a gente de rir. Charlotte está frustrada coitada, dá pena, mas a gente ainda a adora. E Miranda, bem... Pra mim o filme é dela. Ela mudou pra melhor e está linda demais e muito divertida.

Carrie me decepcionou um pouco, não escreve quase nada o filme todo, seu livro dá sinais de fracasso e ela põe o casamento em risco mais uma vez. Eu achei que a essa altura do campeonato minha diva já teria aprendido algumas lições, mas ela me pareceu meio “adolescente” e inexperiente na nova trama. Mas eu ainda a adoro, fazer o que!

(Tá vendo como se contrastam as opiniões?)

No mais, achei que o filme peca quando se distancia da realidade (afinal o sucesso do seriado se fez pela aproximação com a vida real das mulheres, certo?) e a viagem para Abu Dhabi começa como um sonho realizado, mas termina como um filme de comédia qualquer, um pouco clichê. (pronto falei).

Pra mim a cena que mais me faz recordar o Sex and the City tradicional é o casamento gay! Ponto alto do filme com a presença incrível de Liza Minnelli; tem que ver!

Para encerrar: As roupas estão exageradamente estranhas, mas ainda tem alguns figurinos de babar (sapatos principalmente!). E os homens (os maridos) aparecem pouco, poderiam ter mais presença no filme.

Acho que é só! Mas não se enganem, eu veria o filme de novo, tranquilamente.

...

Ainda sobre tudo isso...

Nesta brincadeira de dizer que somos ou não parecidas com tais personagens, perguntei a uma amiga se quando ela assistia ao seriado com suas inseparáveis, se também faziam isso e com qual personagem ela se identificava.

A resposta foi positiva, mas veio logo com uma ressalva do tipo “na época eu era uma, hoje sou mais parecida com esta”.

E isso me fez pensar que nossas características mudam mesmo com o tempo. (Assim como as personagens do filme mudaram) Hoje eu quero uma coisa para minha vida, amanhã posso querer outra. Como dizem por aí, nada está gravado em pedra.

E essa é a última vez que me refiro a SATC por um bom tempo neste blog, senão vocês vão enjoar!

07/05/2010

Nós quatro!

OK!... Talvez haja sim um pouco de “Carrie Bradshaw” em mim.

Não! Não sou nem um pouquinho fashion. Na verdade sou uma negação quando o assunto é moda. Eu me esforço muito pra me manter atualizada. O foco é outro.

Lendo uma reportagem numa revista, percebi que eu tenho mais uma semelhança com a personagem do seriado, que não o gosto pela escrita ou o fato das iniciais do nosso nome ser as mesmas.

É que, assim como “Carrie”, eu também tenho a minha “Miranda”, que me ouve, levanta meu astral, me dá umas broncas bem dadas quando eu preciso, me inspira, me deixa doida de vez em quando, mas no fundo, me motiva!

Tenho também a minha “Samantha”, que mesmo me deixando louca com a sua vida mais do que agitada, eu tenho um carinho imenso, inexplicável. Sempre temos sobre o que conversar, gostamos de muita coisa em comum e outras totalmente diferentes, mas não importa, ela é tão inteligente e esperta que ela consegue nos convencer!

E tenho a minha “Charlotte”, que por mais que me faça rir horrores com seu jeito divertido, sempre conseguimos conversar sério. Muito romântica, ela me faz acreditar que coisas boas existem, e me equilibra, perto das outras duas figuras!

Essas são minhas amigas.

Sempre achei que ter amigas assim era uma coisa normal. Mas ultimamente tenho reparado que não é comum amigas se darem tanta atenção, respeito e apoio, em meio a uma sociedade acelerada como a nossa. E é preciso enfatizar que nenhuma delas está à toa na vida!

E digo mais! Minhas “Sex and the City” estão comigo a mais de 10 anos! As quatro juntas!

Isso sim, não é tão comum.

Claro que tem momentos em que o caldo entorna. Não vivemos só de alegria. Mas fico sempre feliz por conseguirmos superar tudo e fazer prevalecer a amizade que construímos. (Obrigada meu Deus, que o Senhor nos conserve e guarde, Amém!)

Concordam comigo que tenho mais essa semelhança com nossa querida “Carrie”? Só me falta agora um bonitão “Mr. Big”, ou de preferência um “Aidan”... Mas aí já é outra estória!

...

As outras amigas, que não as quatro citadas, e amigos, por favor, nada de ciúme viu! No seriado da minha vida, tem personagem pra todos!

06/05/2010

Uma crise

Numa reunião de amigas...

Já vou avisando que se for pra ficar contando sobre as noites maravilhosas de sexo com o namorado novo, eu não vou nem sentar, vou embora!

Cruzes! Que mau humor é esse! Senta aí!

Cansei! disse ela, se jogando no sofá Eu não transo faz meses e não to a fim de ficar ouvindo as aventuras de vocês. Me desculpa.

Nossa amiga! Você precisa resolver isso!

Como assim resolver? Isso não é um problema do trabalho que eu me viro e resolvo sozinha!

Bem... Até dá pra resolver sozinha né... gargalhou a outra, entrando na conversa.

Engraçadinha...

Gata, é fácil! Arruma um PA... Não é assim que se fala hoje em dia?!

É amiga, mas eu não tenho PA, nem TF, nem nenhuma dessas outras siglas escabulosas!

...

E além do mais... Não me sentiria confortável; segura. Até pra ser PA, tem que ser alguém de confiança.

Isso é verdade. — concordaram as duas.

Cara... Estou até me esquecendo de como... Enfim, tenho medo de estar perdendo a prática!

— Ahhh! Fala sério!

Que isso amiga! Isso não se esquece, é como andar de bicicleta...

Eu não sei andar de bicicleta.

Tudo bem... Então... É como patinar!

Eu não sei patinarrrrrr!

Ai amiga! É como saborear um chocolate! Pronto, sirva-se! se adiantou a outra lhe dando uma caixa de bombons.

Ai... Chocolate!... Por favor!!!

Houve um silêncio...

Mas como você não sabe andar de bicicleta? Nem patinar! ....

E a conversa foi longe!

27/04/2010

Solteiras em fases

A fase da fossa

A fase da pista

A fase do “não acredito mais no amor”

A fase do “quero me apaixonar”

A fase da falta de sexo

A fase do “é só sexo”

A fase do to pegando geral

A fase do “ninguém me quer”

A fase da balada de terça a domingo

A fase do “cansei dessa vida”

A fase do “eu me amo”

A fase do “tem alguma coisa errada comigo”

A fase do “quero ir embora daqui”

A fase do “só vou se ele me levar”

A fase do “melhor investir no trabalho”

A fase do “quando é o próximo feriado?”

A fase da amiga que tem um amigo

A fase do amigo que vira colorido

A fase do “será que esse é o cara?”

A fase do “quebrei a cara”

A fase da fila que anda. “Next, please”

A fase da fila que volta, “putz, fiz merda”

A fase do “agora já era”

A fase do ciúme e inveja

A fase do “não quero ver nenhum homem na minha frente”

A fase do “preciso de um homem urgente!”

A fase do “então tá decidido”

A fase do “retiro tudo o que foi dito”

...

Obs.: A ordem das fases, não altera o resultado.

28/03/2010

Mulheres

Antes que o mês de março acabasse me propus a escrever um texto que falasse sobre as mulheres. Pensei em várias coisas que poderia dizer aqui. Falar sobre mim, sobre as mulheres que estão a minha volta, das que admiro, das que pouco gosto.
Podia falar também das mulheres que cercam minha vida e influenciam minha maneira de pensar e agir. Grandes mulheres das quais tenho tido muito interesse em estudá-las, como Coco Chanel, Carmem Miranda, Brigitte Bardot, rainhas da Inglaterra, entre outras.
E então, vasculhando esse mundo de mulheres modernas, me lembrei de uma personagem que mexe comigo e que pra mim, caracteriza em si tudo que uma mulher pode ser.

Estou falando de Rachel Green, a célebre personagem do programa FRIENDS, programa este que assisto quantas vezes for preciso, por puro gosto. Apesar de ser ficção, é possível encontrar muitas Rachels por aí. E explico por que. Rachel Green tinha em suas mãos tudo que uma mulher sempre sonha em ter. Uma vida de princesa, mimada, com cartões de crédito a sua disposição, um casamento grandioso marcado com um noivo tão bem sucedido quanto o pai. Mas Rachel, assim como muitas mulheres, não está feliz com a vida que escolheu, ou melhor, não está feliz com a vida que escolheram para ela e decide que é hora de mudar, de tomar o controle de seu próprio caminho.

E assim ela o faz. Rachel larga o noivo no altar, e sai em busca de sua felicidade não importando o que aconteça, e isso inclui um belo “bye-bye” aos cartões de crédito!

A sorte de Rachel é encontrar um raro grupo de amigos. Que se apóia, se ajuda e não deixa a peteca cair, se tornando sua nova família.

Ao longo de 10 temporadas, Rachel Green se descobre, conquista seu lugar no mercado de trabalho, entende o que é o verdadeiro amor, aprende a dar valor a coisas que realmente importam e por fim, passa pela linda e árdua experiência de ser mãe.

O pacote completo na vida de uma mulher, não acham?

Pois bem... Bonita, sensível, engraçada, brava nos momentos certos, esperta quando se menos espera e na maioria das vezes um pouco bobinha, Rachel personifica o tipo de mulher que conquista qualquer um. Mas ora se ela não tem exatamente os traços de qualquer outra mulher?!

Para mim, Rachel Green é uma mulher de medo e coragem. Uma mulher que soube sair de sua zona de conforto e pular para o mundo real, onde nada é fácil, mas que no final vale a pena.

Acredito que a mulher de hoje tente pensar da mesma forma que Rachel em relação a sua vida amorosa, profissional ou familiar. E não importa se você escolher ser a melhor executiva da sua empresa ou decidir que vai ficar em casa sendo a melhor mãe do mundo. O que importa de verdade é o quanto você está feliz com as decisões que você tomou, com o caminho que você escolheu.

Eu sei que parece demagogia, que na prática é muito mais difícil do que na teoria, que sozinho ninguém chega a lugar nenhum e que esse assunto renderia muito mais conversa que um simples texto de blog, porém preciso finalizar reforçando o fato de que antes as mulheres não tinham escolha. Hoje, nós temos várias. Basta escolher a felicidade.

...

"Rachel Green, interpretada pela atriz Jennifer Aniston, é uma personagem do seriado americano Friends que foi produzido entre 1994 e 2004 e que mesmo hoje suas reprises prendem a audiência."

22/01/2010

Vontade

Lívia decidiu que passaria uma noite de amor com um cara que não era seu namorado. Uma soma de problemas no relacionamento com a insistência de um novo bonitão, fez com que ela cedesse e caísse nos braços de um “love affair”. Após encobri-la na missão impossível, (tarefa que não é qualquer amiga que tem tal competência e falta de vergonha na cara para executá-la, é bom dizer), a encontrei no dia seguinte para um café e os merecidos comentários. ― Então amiga, deu tudo certo? ― Deu tudo certo sim. ― E aí... Você gostou? ― Gostei. A noite foi boa. Era uma coisa que eu precisava fazer. ― Precisava né?! ― Precisava. Sabe... Não vou precisar mais disso, agora to tranquila. ― Uhm... ― É sério... Agora a vontade passou. Acabou! ― Bem... Acho que isso é bom! ― É... É sim. ― Nossa... ― Que foi? ― Acho que finalmente entendi o significado daquela expressão. ― Que expressão? ― Aquela que diz que “Vontade é uma coisa que dá e passa”. ...

04/10/2009

Experimentando

Encontrei com uma amiga para almoçar: ― Minha nossa! Que noite! ― Ela esbanjava um sorriso realmente feliz. ― A noite foi boa? O que aconteceu? ― Eu conheci vários caras diferentes, todos chegaram em mim! ― Uau! Que poderosa! Me conta! ― Foi incrível! Foi maravilhoso! Eram belos, machos, sozinhos, interessantes, lindos... ― Sério?! ― Sério! Só tinham alguns que não eram bem o que diziam, mas acontece. ― Uhm... Mas e aí?! ― E aí que eles não me davam sossego! Queriam conversar, queriam me levar pra um lugar reservado, queriam me conhecer melhor, queriam tudo comigo! ― Como assim tudo?! ― É... Tinham alguns que estavam interessados só nos finalmente. ― Entendi. Mas como foi isso? Um sabia do outro? ― Ah sabia! É normal isso lá! ― Como assim?... ― Ih! Super normal! Todos chegam em todo mundo!... Ai ai... O único problema foi hoje de manhã. ― O que houve? ― Eu não sabia quem era quem. ― O que?! ― Arregalei os olhos de preocupação... ― Sério! Eu não sabia se o belo era o Carlos ou se o sozinho era o César. ― Amiga onde é que você passou a noite? ― Ué, numa sala de bate-papo! ...

27/09/2009

Superstição

Em uma conversa com uma amiga, tentávamos entender porque certas coisas aconteciam comigo: ― Analisemos então. Você já quebrou algum espelho? ― Já, mais de um. ― Passa debaixo de escadas? ― Passo. A não ser que haja perigo, vai que alguma coisa cai na minha cabeça. ― Uhm... O que faz quando vê um gato preto? ― Carinho! Tenho dois em casa. Adoro. ― Já pisou no rabo de algum? ― Claro! Várias vezes. ― São sete anos sem casamento para cada uma dessas vezes. ― Ãhm?... ― Já colocou a aliança de outra pessoa no seu dedo? ― Já sim, por quê? ― Porque quem faz isso não casa! ― Ah... ― Você costuma comer o último biscoito do pacote? ― O que isso tem a ver? ― Come ou não come o último? ― Não! Sempre me sinto cheia quando chega o último. Sempre deixo. ― Quem deixa o último, não casa. ― Ah... ― Abre sombrinha dentro de casa? ― Preciso mesmo responder? ― Fica pra titia. ― Já varreram seu pé? ― Já, já. E já sei também, não caso né! ― É... ― ... ― Confia em Deus? ― Mais do que tudo! ― Então tá tranquilo... ― Uffaaa... ...

12/08/2009

O Funeral

A primeira coisa a fazer quando se termina um relacionamento que com certeza não tem volta é realizar um funeral. Enterrar de vez tudo o que te lembre do ex, faz parte do processo de desprendimento. Sim, ele agora é ex. E esse é o primeiro passo. Reconhecer-lo como tal. Façamos então, um modelo de funeral americano. Demorado, com cerimônia e classe. Retire todas as fotos de vocês do quarto e da casa. Separe as dos álbuns, guarde se quiser, jogue fora se achar melhor. Mude as coisas de lugar. Onde antes você tinha uma foto dele, reorganize a mobília para não lembrar que aquele lugar já pertenceu a ele. Livre-se dos arquivos de computador. Pastas e fichas com seu nome, cartinhas, e-mails, conversas de MSN, delete! Sites de relacionamentos? Se realmente lhe incomoda vê-lo online, aperte o botão de bloqueio, sem sofrimento. Em seguida, iniciamos a melhor parte. O momento de se presentear. Mas não vá pensando que você vai sair por aí gastando os tubos pra extravasar a raiva contida. Tem que ser inteligente. Senão, gastamos o que não temos e acabamos numa depressão só e o ex ainda vai pensar que estamos sofrendo por ele. Seja cautelosa. Abra o armário e escolha alguma coisa que você possa jogar fora e comprar uma nova. Alguma coisa que te lembre o ex. Uma peça simbólica. No meu caso, um par de tênis que tinha praticamente a mesma idade do meu relacionamento. Destino? Lixo! Dinheiro? Tênis novos! Vida nova, novas calçadas para andar. Boa compra. Mas o funeral ainda não acabou. É hora de cuidar do seu visual. Afinal, a viúva é a estrela da festa. Pense no que seu ex mais gostava em você. E então analise duas opções: deixar mil vezes mais bonito(a) ou simplesmente deixar do jeito que ele mais odiava! Eu explico. Cabelos compridos! Como ele amava meus cabelos compridos. Mas pra mim eles me pesavam nos ombros, no bolso e na paciência. Eram lindos, mas nunca me importei de cortá-los, deixava crescer por ele, porque ele gostava. O que foi que eu fiz? Escolhi a segunda opção. Passei o dia no salão e cortei tudo! Leve, curto e repicado, no meu estilo mais rebelde. A minha maior expressão de liberdade. Livre, muito livre! E para finalizar, como todo funeral americano, há uma festa. De que adianta toda a preparação se não houver uma festa. “Vamos beber o defunto”, o povo diz. Então, vamos celebrar uma nova fase, junto aos amigos, com uma boa bebida, muito alto astral, cabelos novos, tênis no pé, micareta fora de época, to indo, beijo...!

18/07/2009

O grande erro

Errar é humano e normal. Todos cometem erros. Nossa vida está repleta deles. E eu, como todo mundo, cometi vários erros ao longo dos meus relacionamentos. Menti, supervalorizei, mimei, traí, fiz barraco, deixei de fazer barraco, fui paranóica, invadi a privacidade alheia... Cometi os meus pecados e aprendi com eles. Pois bem. Foi a algum tempo que eu descobri ter cometido mais um erro para adicionar a minha coleção. Mas dessa vez, foi mais dolorido. Eu acho que descobri o maior erro que uma mulher comprometida pode cometer. Não estou exagerando, deixe-me explicar. Na minha opinião, o grande erro da mulher comprometida, seja ela namorada, noiva ou casada é justamente o comprometimento. Ou melhor, o super-comprometimento. Quando a gente está bem com nossos companheiros, dificilmente passa pela nossa cabeça que tudo aquilo pode acabar um dia. E comigo não foi diferente. Durante o namoro, tudo o que eu via era uma imagem feliz, com um futuro de altar florido, um vestido branco, filhos e cães correndo ao nosso redor. Mas o namoro acabou e eu não estava preparada pra ficar sozinha. Por quê? Porque cometi o erro do super-comprometimento. Porque durante o namoro, afastei de mim as pessoas que seriam vitais para um momento de separação: meus amigos. É natural. Passamos a fazer todos os programas com o amado. Deixamos de almoçar com a família no domingo, de ir ao cinema com as amigas, de brincar com o filho da vizinha, de topar programas onde só tem amigos solteiros. Mudamos nossos aniversários, réveillons, natais, férias e feriados. Deixamos de visitar os avós, de marcar um encontro com o irmão, passamos a esperar pela resposta do amado para confirmar os eventos, deixamos de ir porque o amado não tem dinheiro ou não está afim, pulamos a balada para ir direto para o motel. Daí o namoro acaba. E todas essas pessoas que você se afastou, sem querer, por um longo tempo, já se acostumaram a ficar sem a sua presença. Já não te chamam mais pra sair, elas desistiram, cansaram de ouvir nãos. E agora você precisa delas mais do que nunca. Dolorido, não é?! Pois é. E muito. E não pense que eles não são seus amigos de verdade. Eles são! Mas eles também têm compromissos, namorados, trabalho, família e também não tem mais aquele tempo pra você, da mesma forma que eu não tinha pra eles. Pois então que fique claro. “Não há nada errado em dedicar-se a alguém. Desde que você não se esqueça daqueles que já se dedicavam a você.” ...

16/07/2009

As cinco Rs

Antes de terminar o namoro ouvi confissões horríveis de umas poucas amigas solteiras. Coisas do tipo “A vida não tá fácil pra gente não viu!”, ou então “Você vai ver como é difícil achar um homem interessante.”, e depois “Você tem certeza que quer terminar seu namoro?” ― Tenho! Tenho certeza sim! ― eu batia o pé. Não podia acreditar como mulheres bonitas, bem sucedidas como as minhas amigas podiam fazer comentários desse tipo. Aposto como existem vários marmanjos caindo aos pés delas e elas não dão à mínima. ― Vocês escolhem demais, são muito exigentes! ― completei e paguei pra ver. Fiquei solteira. Logo marcamos uma balada juntas, para tirar a prova. Estávamos lindas, não é porque são minhas amigas, juro! Fomos para um clube “In” da cidade. Praticamente todo mundo estava lá. Eu só estranhei o fato de eu não conhecer absolutamente ninguém de todo mundo. ― Realidade número 1! ― começou a explicar uma das meninas ― Quantas amigas solteiras você tem? ― Só vocês eu acho! (Conte 3) ― Então, você raramente vai encontrar seus antigos amigos aqui. De agora em diante só novas amizades. ― disse a outra trazendo os drinks. ― Sem problemas, estou aqui para fazer novos amigos mesmo. ― brindamos. Foi ainda por entre o brilho dos copos unidos que vi um grupo de garotas siliconadas, plastificadas, Barbies e pelo menos sete anos mais novas que nós cruzando o salão. Eu acompanhei o movimento em silêncio e fui interrompida por um estalo de uma das minhas solteiras. ― Realidade número 2. Nossa competição é geralmente mais nova que a gente. Já que a maioria de nossas amigas, da nossa idade, está comprometida. É injusto, mas a escolha foi nossa. ― Ok. Isso já era de se esperar. ― Dei uma golada maior na caipirinha, puxei o top pra baixo e arrumei o cabelo. Fomos para a pista de dança e ao som de um hip-hop comecei a sentir vontade de “ir à caça”. Apoiei um pé num degrau o que me deu altura para observar quase todo o salão principal e infelizmente perceber o que devia ser a Realidade número 3: a procura é bem maior do que a oferta. ― Sim amiga, o número de homens sempre foi menor que o de mulheres por aqui. Você sabia disso, só tinha se esquecido. ― riu uma delas. Apreensiva com o que poderia vir depois, me adiantei e perguntei: ― Por acaso existe uma Realidade número 4, ou 5?? Nesse exato momento, um carinha lindo se aproximou da gente e deu pinta de que viria em minha direção. Já ia abrindo um sorrisão achando que elas estavam enganadas e que eu ia ganhar a noite. Foi quando uma das minhas amigas mais atrevidas passou as duas mãos pela minha cintura me jogando para o outro lado da roda avançando ferozmente em cima do gatinho. ― Realidade número 4... ― falou a outra baixinho no meu ouvido se apoiando em meus ombros ― Amigas, amigas, gatinhos a parte. E a Patty é a pior de todas, cuidado. ― Realidade número 5... ― disse a Patty ― Eu não beijo há dois meses! ...
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