25/10/2012
Velhos ditados
18/10/2012
5 Ms
16/09/2012
A última solteira
14/12/2010
Igualdades
Durante um café da tarde na cidade, as duas amigas conversavam:
― Amiga, sei que você não gosta que eu te apresente as pessoas, mas esse cara você tem que conhecer!
― Ai... Sério? Não curto nem um pouco esses encontros planejados.
― Sério amiga. Esse é diferente.
― Tá vai. Me fala quem é esse partidão.
― O nome dele é Leonardo...
― Ah... Tá de sacanagem né!
― Por quê?...
― Mais um Léo?! Você tá doida!
― Mas amiga...
― Pior, mais um “L”... Não bastaram as burradas do Luciano, do Levy, do Lucas e do próprio Leonardo, agora outro?!
― Ora, que culpa eu tenho se os homens que se interessam por você tem a mesma inicial no nome!
― Não quero. Eu passo!
― Mas amiga, você nem o conhece!
― Eu sei! Mas vai ser tudo a mesma coisa. Nem me arrisco mais.
― Não acredito que estou ouvindo isso! Você está solteira há...
― Fala baixo garota!
(as duas riem)
― Você vai mesmo dispensá-lo assim? Ele é advogado, tem seu próprio escritório, é mais velho que você uns três anos, nunca se casou e não tem filhos.
― A ficha perfeita né amiga. Mas e se fosse ao contrário?
― Como assim?
― E se eu estivesse apresentando esse partidão pra você e te dissesse que ele era leonino!
― Ah, mas isso é diferente!
― Como é diferente? É exatamente igual! Você não sai mais com leoninos, e eu não saio mais com Leonardos ou outros Ls!!
― Eu não saio mais com leoninos porque eles são realmente todos iguais. Astrologicamente iguais! E não nomenclatura... Ah, você me entendeu!
― Pra mim é exatamente a mesma coisa. Você e eu sofremos decepções amorosas, você com um leonino, eu com os Ls, assim como tem gente que se decepcionou com Josés, ou com Felipes, com aquarianos, ou com médicos, publicitários ou professores!
― Depois não reclama viu. Não vá dizer que ninguém te ajuda. Você está deixando passar uma oportunidade. Das boas!
― Eu estou é me resguardando, evitando o óbvio!
(silêncio)
(dois goles de cappuccino para cada)
― Me diz uma coisa... Ele é bonito?... Porque ele nunca se casou?
24/11/2010
Salsa & Merengue
Sim, volto a falar da diferença entre pessoas solteiras que moram na capital e no interior, onde há pouco entretenimento e muita gente com a vida acertada, digo, casada, noivada, com uma filharada, enfim... Por mais que sejamos felizes por eles, chega uma hora que você se sente com um rótulo de fracassado estampado na testa! (Juro!)
Enfim... Precisava respirar um novo ar. E graças à mamata dos feriados brasileiros, foi o que eu fiz.
Não levei muito tempo para me revigorar. Foram tantas as atividades que a impressão foi de que passei uma semana em São Paulo, ao invés de três dias. Acompanhada de uma super amiga, e recepcionada por mais três, o fim de semana não tinha como dar errado. Aliás, preciso dizer que um amigo quase francês estava muito correto ao dizer com que tipo de pessoas eu devia me relacionar. (Ponto pra você Messieur!) Boas companhias fazem toda a diferença, e eu estava com as melhores!
Longe de nos tornarmos caçadoras oficiais de baladas (o que seria bem interessante), iniciamos uma busca no cenário paulistano e depois de muitas indicações e infinitas possibilidades (hello interior!!) decidimos nos aventurar pela Vila Madalena na noite de sexta-feira e pela Vila Olímpia no sábado.
Assim que começamos a nos aproximar das subidas e descidas da Vila Madalena respirei aliviada: “Existe vida noturna após os 25,30, 40, 50,...” (hello interiorrr) E daí em diante foi tudo festa!
Ah!... Por quê o título do post é Salsa & Merengue? Descubra abaixo! Onde fomos:
Boteco São Bento (Rua Mourato Coelho, 1060, Vila Madalena / www.botecosaobento.com.br )
As opções de bares e botecos, dos mais arrumadinhos aos pés de chinelo são muitas, melhor descer do taxi (por causa do trânsito lento) e passear por eles a pé, enquanto escolhe, já rola uma paquera! E tem que ter paciência, pois pra todos eles há fila de espera!
Gostamos do São Bento por ser grande e agradável!
Comida e drinks: As bebidas são bem servidas, ao contrário das porções de petiscos que apesar de muito gostosas, são caras e pequenas! Mas se for rachar a conta, não tem problema! Opções de drinks: Hi-fi, Água de beijar e Sex on the beach, provados e aprovados!
Interessante: Depois de 1 da manhã, os bares colocam as pessoas que estão sentadas do lado de fora para dentro do bar. A lei do Psiu proíbe mesas do lado de fora depois desse horário por causa do barulho. A idéia é manter um bom relacionamento dos moradores com os estabelecimentos! (Mandou bem São Paulo!)
Curiosidade: Um garçom que sempre roubava nossos copos e cestinhas sem a gente ver! A batata-frita não tinha acabado moço!!
Rey Castro Cuban Bar (Rua Ministro Jesuíno Cardoso, 181, Vila Olímpia / www.reycastro.com.br )
O que um sobrado antigo na Vila Olímpia pode te oferecer? Uma boa e selecionada balada ao ritmo de salsa e merengue a noite toda! Uma banda ao vivo divertidíssima e um DJ que mistura os ritmos latinos com músicas pop, dance e hip-hop atuais! Bailarinos (que não sei se são contratados ou não) rodopiando pelo salão arrasando nos passos! Nem precisa dizer que adorei certo?!
Escolhemos essa balada por ser diferente de tudo o que já fomos! Além das ótimas indicações!
Preço no sábado para mulheres: R$30 pista e R$40 camarote (existe a possibilidade de colocar nome na lista e fazer festas de aniversário com desconto!)
Comida: Não jantamos no lugar, mas uma das amigas disse que a comida é muito boa!
Drinks: Há uma lista imensa de bebidas latinas como Mojito, Tequila e Margarita, mas escolhemos e aprovamos muitíssimo: Piña Colada, o Toreador, Cosmopolitan, os tipo Frozen. (Obs.: Isso não era tudo meu viu!)... Só agora achei no cardápio que havia Amarula Frozen... Perdi, vou ter que voltar pra experimentar! Afim de chacoalhar os quadris? Faz um bem danado!
*O preço dos drinks vai de 14 a 20 reais em ambos os lugares.
*Fotos retiradas da internet
#ouvindo Valió La pena! / A salsa não sai da cabeça! rs
21/10/2010
Nova fórmula
Quando o assunto é a busca pelo amor, tem gente que apela para todos os meios, desde a balada, a beleza, riqueza, sorte, mandinga, religião... O que for; desde que sirva de auxílio nessa procura incessante, tá valendo.
Júlia havia entrado nessa paranóia. E chegou ao trabalho declarando que havia encontrado uma nova fórmula para chegar ao amor:
— É sério gente, eu descobri o que estava errado!
Apesar de saber que não havia nada verdadeiramente errado, entrei na sua onda:
— Então nos diga logo o que é!
— Preciso fazer uma mudança mental... Preciso não... Já fiz! — ela sorri de canto a canto.
Com medo de minha amiga ter sofrido de algum tipo de lavagem cerebral, eu continuei:
— Mudança mental? O que foi que você fez Jú?
— Ai, relaxa Carol, não é nada demais. É que eu estava lendo sobre aquela teoria das forças do universo...
— Sim, tudo o que você faz e pensa tem retorno pra você... — outra colega completa.
— Exato! Então... É isso! — ela pula de alegria!
— Como assim é isso Júlia?! — minha desconfiança a fez parar de pular e se sentar ao meu lado.
— Sabe quando a gente vê um casal lindo e contente por aí, e na hora morremos de inveja... Coisa que eu também não vou fazer mais... Sabe quando vemos os pombinhos e na hora fazemos caras e bocas?
— Tipo?
— Tipo torcer o nariz Carol, ou revirar os olhos de desdém! Fazer cara de “eca” !! — ela imita.
— Uhm, sei... — Agora ela realmente prendeu minha atenção.
— Então. Parei com isso!... Não vou mais colocar a língua pra fora e enfiar o dedo na goela nem que o casal seja mais melado que doce de leite com mel! Eu juro!
— Ok. Mas o que isso tem a ver com a lei da atração? — Agora toda a redação parou para ouvir.
— Simples amigas. Se eu fico fazendo essas coisas negativas eu as atraio de volta pra mim, certo? O universo vai pensar que eu não gosto de ser mimada também, de receber flores...
— De beijo roubado, de jantar surpresa...
— De falar igual criança, de ter apelidos engraçados...
— De chamego, de ganhar bombom...
— De carinho no cabelo e no rosto, de piadas sem graça...
— De casamento! — eu fui a última a completar.
(houve um silêncio)
— E aí, quem tá comigo nessa? — Júlia contaminou o ambiente, e enquanto todas respondiam positivamente ao esquema, eu...
— Bem... Não há mal algum em tentar né. Eu... Topo!
(Eu já disse que para encontrar o amor, vale tudo?)
...
08/08/2010
Da série: Ainda tenho muito que aprender II
Ela tinha acabado de se tornar a mais nova solteira do pedaço. Com seus 30 e mais alguns anos, ela ainda coloca muitas menininhas no chinelo, como diz a expressão popular.
Ainda se recuperando do término do casamento, ela comentava que iria sobreviver:
— Estou jovem!
— Sim! — todos concordavam.
— Não sou de se jogar fora! — ela se exibia.
— Claro que não, você é linda! — todos acrescentavam.
— Tenho minha vida profissional resolvida.
— É verdade! — as cabeças balançavam para cima e para baixo concordando.
— Tenho meu carro....
— Sim...
— Meus estudos....
— Sim....
— Um apartamento só pra mim...
— Sim...
— Peraí! — um dos mais novos dos rapazes saltou em frente a ela. — Solteira, bonita, com a carreira resolvida, com carro e apartamento novo?!
— Sim! — era a vez dela de concordar!
— Quer casar comigo?! — ele dispara deixando todos atônitos e causando uma explosão de gargalhadas!
— Eu sou um partidão, não sou? Pena que você é muito novinho pra mim!
— Agora eu entendi! Entendi tudo! —era minha vez de retrucar.
— O que foi amiga?
— Estou solteira há dois anos e nada, ela está solteira a cinco minutos e já recebeu uma proposta de casamento!
— Vai vendo aí amiga... Vai vendo!
E as gargalhadas só aumentaram!
...
03/06/2010
SATC 2
O negócio é o seguinte. Sei que prometi escrever uma crítica sobre Sex and the City 2, mas está muito difícil. SATC é uma coisa muito pessoal. Tem gente que vai amar, gostar, achar sem graça ou odiar. Eu mesma já mudei de opinião sobre o filme várias vezes em uma semana.
Por isso, vou apenas me ater aos fatos brevemente e deixar que você assista e tire suas conclusões. (Mas adianto que o primeiro filme foi, com certeza, muito melhor!)
A seqüência traz como tema a questão das diferenças. As personagens, menos Carrie, estão um pouco mudadas, e o fato de elas irem parar em Abu Dhabi faz com que a diferença entre culturas seja colocada em discussão. (O que é um beijo na boca para você?).
Samantha está na menopausa, e suas ondas de calor matam a gente de rir. Charlotte está frustrada coitada, dá pena, mas a gente ainda a adora. E Miranda, bem... Pra mim o filme é dela. Ela mudou pra melhor e está linda demais e muito divertida.
Carrie me decepcionou um pouco, não escreve quase nada o filme todo, seu livro dá sinais de fracasso e ela põe o casamento em risco mais uma vez. Eu achei que a essa altura do campeonato minha diva já teria aprendido algumas lições, mas ela me pareceu meio “adolescente” e inexperiente na nova trama. Mas eu ainda a adoro, fazer o que!
(Tá vendo como se contrastam as opiniões?)
No mais, achei que o filme peca quando se distancia da realidade (afinal o sucesso do seriado se fez pela aproximação com a vida real das mulheres, certo?) e a viagem para Abu Dhabi começa como um sonho realizado, mas termina como um filme de comédia qualquer, um pouco clichê. (pronto falei).
Pra mim a cena que mais me faz recordar o Sex and the City tradicional é o casamento gay! Ponto alto do filme com a presença incrível de Liza Minnelli; tem que ver!
Para encerrar: As roupas estão exageradamente estranhas, mas ainda tem alguns figurinos de babar (sapatos principalmente!). E os homens (os maridos) aparecem pouco, poderiam ter mais presença no filme.
Acho que é só! Mas não se enganem, eu veria o filme de novo, tranquilamente.
...
Ainda sobre tudo isso...
Nesta brincadeira de dizer que somos ou não parecidas com tais personagens, perguntei a uma amiga se quando ela assistia ao seriado com suas inseparáveis, se também faziam isso e com qual personagem ela se identificava.
A resposta foi positiva, mas veio logo com uma ressalva do tipo “na época eu era uma, hoje sou mais parecida com esta”.
E isso me fez pensar que nossas características mudam mesmo com o tempo. (Assim como as personagens do filme mudaram) Hoje eu quero uma coisa para minha vida, amanhã posso querer outra. Como dizem por aí, nada está gravado em pedra.
E essa é a última vez que me refiro a SATC por um bom tempo neste blog, senão vocês vão enjoar!
07/05/2010
Nós quatro!
OK!... Talvez haja sim um pouco de “Carrie Bradshaw” em mim.
Não! Não sou nem um pouquinho fashion. Na verdade sou uma negação quando o assunto é moda. Eu me esforço muito pra me manter atualizada. O foco é outro.
Lendo uma reportagem numa revista, percebi que eu tenho mais uma semelhança com a personagem do seriado, que não o gosto pela escrita ou o fato das iniciais do nosso nome ser as mesmas.
É que, assim como “Carrie”, eu também tenho a minha “Miranda”, que me ouve, levanta meu astral, me dá umas broncas bem dadas quando eu preciso, me inspira, me deixa doida de vez em quando, mas no fundo, me motiva!
Tenho também a minha “Samantha”, que mesmo me deixando louca com a sua vida mais do que agitada, eu tenho um carinho imenso, inexplicável. Sempre temos sobre o que conversar, gostamos de muita coisa em comum e outras totalmente diferentes, mas não importa, ela é tão inteligente e esperta que ela consegue nos convencer!
E tenho a minha “Charlotte”, que por mais que me faça rir horrores com seu jeito divertido, sempre conseguimos conversar sério. Muito romântica, ela me faz acreditar que coisas boas existem, e me equilibra, perto das outras duas figuras!
Essas são minhas amigas.

Sempre achei que ter amigas assim era uma coisa normal. Mas ultimamente tenho reparado que não é comum amigas se darem tanta atenção, respeito e apoio, em meio a uma sociedade acelerada como a nossa. E é preciso enfatizar que nenhuma delas está à toa na vida!
E digo mais! Minhas “Sex and the City” estão comigo a mais de 10 anos! As quatro juntas!
Isso sim, não é tão comum.
Claro que tem momentos em que o caldo entorna. Não vivemos só de alegria. Mas fico sempre feliz por conseguirmos superar tudo e fazer prevalecer a amizade que construímos. (Obrigada meu Deus, que o Senhor nos conserve e guarde, Amém!)
Concordam comigo que tenho mais essa semelhança com nossa querida “Carrie”? Só me falta agora um bonitão “Mr. Big”, ou de preferência um “Aidan”... Mas aí já é outra estória!
As outras amigas, que não as quatro citadas, e amigos, por favor, nada de ciúme viu! No seriado da minha vida, tem personagem pra todos!
06/05/2010
Uma crise
Numa reunião de amigas...
— Já vou avisando que se for pra ficar contando sobre as noites maravilhosas de sexo com o namorado novo, eu não vou nem sentar, vou embora!
— Cruzes! Que mau humor é esse! Senta aí!
— Cansei! — disse ela, se jogando no sofá — Eu não transo faz meses e não to a fim de ficar ouvindo as aventuras de vocês. Me desculpa.
— Nossa amiga! Você precisa resolver isso!
— Como assim resolver? Isso não é um problema do trabalho que eu me viro e resolvo sozinha!
— Bem... Até dá pra resolver sozinha né... — gargalhou a outra, entrando na conversa.
— Engraçadinha...
— Gata, é fácil! Arruma um PA... Não é assim que se fala hoje em dia?!
— É amiga, mas eu não tenho PA, nem TF, nem nenhuma dessas outras siglas escabulosas!
...
— E além do mais... Não me sentiria confortável; segura. Até pra ser PA, tem que ser alguém de confiança.
— Isso é verdade. — concordaram as duas.
— Cara... Estou até me esquecendo de como... Enfim, tenho medo de estar perdendo a prática!
— Ahhh! Fala sério!
— Que isso amiga! Isso não se esquece, é como andar de bicicleta...
— Eu não sei andar de bicicleta.
— Tudo bem... Então... É como patinar!
— Eu não sei patinarrrrrr!
— Ai amiga! É como saborear um chocolate! Pronto, sirva-se! — se adiantou a outra lhe dando uma caixa de bombons.
— Ai... Chocolate!... Por favor!!!
Houve um silêncio...
— Mas como você não sabe andar de bicicleta? Nem patinar! ....
E a conversa foi longe!
27/04/2010
Solteiras em fases
A fase da fossa
A fase da pista
A fase do “não acredito mais no amor”
A fase do “quero me apaixonar”
A fase da falta de sexo
A fase do “é só sexo”
A fase do to pegando geral
A fase do “ninguém me quer”
A fase da balada de terça a domingo
A fase do “cansei dessa vida”
A fase do “eu me amo”
A fase do “tem alguma coisa errada comigo”
A fase do “quero ir embora daqui”
A fase do “só vou se ele me levar”
A fase do “melhor investir no trabalho”
A fase do “quando é o próximo feriado?”
A fase da amiga que tem um amigo
A fase do amigo que vira colorido
A fase do “será que esse é o cara?”
A fase do “quebrei a cara”
A fase da fila que anda. “Next, please”
A fase da fila que volta, “putz, fiz merda”
A fase do “agora já era”
A fase do ciúme e inveja
A fase do “não quero ver nenhum homem na minha frente”
A fase do “preciso de um homem urgente!”
A fase do “então tá decidido”
A fase do “retiro tudo o que foi dito”
...
Obs.: A ordem das fases, não altera o resultado.
28/03/2010
Mulheres
Estou falando de Rachel Green, a célebre personagem do programa FRIENDS, programa este que assisto quantas vezes for preciso, por puro gosto. Apesar de ser ficção, é possível encontrar muitas Rachels por aí. E explico por que. Rachel Green tinha em suas mãos tudo que uma mulher sempre sonha em ter. Uma vida de princesa, mimada, com cartões de crédito a sua disposição, um casamento grandioso marcado com um noivo tão bem sucedido quanto o pai. Mas Rachel, assim como muitas mulheres, não está feliz com a vida que escolheu, ou melhor, não está feliz com a vida que escolheram para ela e decide que é hora de mudar, de tomar o controle de seu próprio caminho.
E assim ela o faz. Rachel larga o noivo no altar, e sai em busca de sua felicidade não importando o que aconteça, e isso inclui um belo “bye-bye” aos cartões de crédito!
A sorte de Rachel é encontrar um raro grupo de amigos. Que se apóia, se ajuda e não deixa a peteca cair, se tornando sua nova família.
Ao longo de 10 temporadas, Rachel Green se descobre, conquista seu lugar no mercado de trabalho, entende o que é o verdadeiro amor, aprende a dar valor a coisas que realmente importam e por fim, passa pela linda e árdua experiência de ser mãe.
O pacote completo na vida de uma mulher, não acham? 
Pois bem... Bonita, sensível, engraçada, brava nos momentos certos, esperta quando se menos espera e na maioria das vezes um pouco bobinha, Rachel personifica o tipo de mulher que conquista qualquer um. Mas ora se ela não tem exatamente os traços de qualquer outra mulher?!
Para mim, Rachel Green é uma mulher de medo e coragem. Uma mulher que soube sair de sua zona de conforto e pular para o mundo real, onde nada é fácil, mas que no final vale a pena.
Acredito que a mulher de hoje tente pensar da mesma forma que Rachel em relação a sua vida amorosa, profissional ou familiar. E não importa se você escolher ser a melhor executiva da sua empresa ou decidir que vai ficar em casa sendo a melhor mãe do mundo. O que importa de verdade é o quanto você está feliz com as decisões que você tomou, com o caminho que você escolheu.
Eu sei que parece demagogia, que na prática é muito mais difícil do que na teoria, que sozinho ninguém chega a lugar nenhum e que esse assunto renderia muito mais conversa que um simples texto de blog, porém preciso finalizar reforçando o fato de que antes as mulheres não tinham escolha. Hoje, nós temos várias. Basta escolher a felicidade.
...
"Rachel Green, interpretada pela atriz Jennifer Aniston, é uma personagem do seriado americano Friends que foi produzido entre 1994 e 2004 e que mesmo hoje suas reprises prendem a audiência."
