Índice
10/03/2013
Não sou de extremos
25/12/2012
Feliz Natal!!
O dia que você descobrir que o amor está em bem mais lugares do que numa pessoa somente, você se libertará e não será mais triste. Então ame. Hoje, agora. Seu irmão, seu filho, seu pai e sua mãe, seus avós, seus tios chatos e os legais, os primos, os amigos, ame quem está do seu lado, ame a si mesmo, ame os momentos bons e simples...
Feliz Natal.
12/11/2012
Naquela noite
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Porquê?" Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e volteia dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito,eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha
envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela.
Por uns segundos,cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior como corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.
Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo.
Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas.Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras:"Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".
Eu não consegui dirigir para o trabalho... fui até o meu novo futuro endereço,saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia... Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar".
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe,Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama, morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.
Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!
Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir...
Valorize quem realmente te ama ... Pense nisso ... !!
06/11/2012
Liberdade
Liberdade individual...
Liberdade a dois...
Liberdade a dois...
Liberdade em grupo...
Liberdade das coisas ruins.
Apenas liberdade.
26/10/2012
Meus 30
Mas nada disso aconteceu de um dia para o outro como num
passe de mágica! Não é uma mudança de dígitos numéricos que faz com que sua
vida se transforme radicalmente. Imaginamos que vamos ganhar um monte de rugas,
que o mercado vai fechar as portas pra nós e que se não tivermos encontrado nossa
metade da laranja antes, dali em diante seria impossível. 20/10/2012
Teorias do amor
17/10/2012
Chavões
26/09/2012
Linda menina
21/09/2012
16/09/2012
A última solteira
10/09/2012
Impasses de amor
09/09/2012
20/07/2011
Uma casa na água
Essa noite tive um sonho estranho. Mais um, dos que geralmente vem ao meu encontro durante a madrugada.
Eu estava numa casa pequena, me lembro da cozinha minúscula, e uma sala apenas. Havia muitas pessoas lá dentro. E eu parecia feliz. Havia comida, conversa, bebida, e o mais interessante de tudo, eu estava cercada pelo mar.
Não era uma água cristalina, mas ela vinha até a porta de casa, e havia sol, eu queria e fui mergulhar.
Nadei, nadei, andei pela água. Aproveitei. E depois voltei pra casa. Me sequei. Comi. E escureceu.
Foi aí que me senti diferente. Não havia mais tantas pessoas, mas o lugar não era mais tão aconchegante. A maré havia subido e eu conseguia ver outras casas distantes, mas era impossível chegar até elas, não havia mais como nadar, era muito fundo, eu estava pesada e o mar batia com força.
Acordei quando a água começou a invadir a casa. Acordei sufocada.
...
Não sei se isso acontece somente com os geminianos. Mas rotina é uma coisa que não me agrada. As coisas, as pessoas, os lugares. Tudo pode ser incrivelmente agradável, mas se for repetidamente igual, eu me canso.
Não estou dizendo que enjôo das pessoas. Mas sim, prefiro deixá-las ter o espaço delas, sentir saudade, pra que o reencontro seja sempre maravilhoso.
E eu preciso do meu espaço também. Talvez seja por isso que a casa que antes era tão pequena, só me incomodou depois.
Não gosto de nada marcado, agendado, que vira obrigação. Gosto do acaso, da surpresa, da novidade. Do diferente. E se o diferente já for conhecido, perde a graça. Perde mesmo. Passar pelos mesmos problemas? Não faz muito sentido. É sinal de que há alguma coisa errada, fora do lugar.
Um sonho como esse pode ter tremendas interpretações. Você pode até dizer que, o eu queria era saber o que havia nas outras casas. Geminianos são curiosos.
Mas a sensação não era boa. Havia a vontade de ir além, de avançar, de crescer, mas eu era forçada a ficar na casa. Por conta do mar que avançava, eu estava presa naquele lugar, sabe lá Deus por quanto tempo.
#ouvindo Marvin Gaye – Ain’t no sunshine when she’s gone
24/05/2011
Tudo novo
Neste novo momento da minha vida, entre as congratulações e os conselhos (e até algumas ameaças do tipo: vê se não faz bobagem!), teve um conselho que procuro botar em prática todos os dias.
Foram na verdade, duas amigas queridas que me fizeram enxergar uma questão, que se não compreendida, é possível que uma pessoa a carregue para qualquer relacionamento que venha a ter. (Uma auto-análise é sempre interessante, antes de dividir a vida com quem quer que seja)
A primeira amiga, com palavras claras, porém fortes, insistiu em me explicar como as pessoas podem ser diferentes. E que a brincadeira “homem é tudo igual”, tirando algumas manias em comum, não passa mesmo de uma brincadeira.
Ao final de nossa conversa, ela resumiu tudo o que queria dizer numa só palavra. Palavra esta que me lembro todos os dias: DESARME-SE!
A idéia é guardar todas as experiências que se teve. Deixá-las no passado. E entrar na nova fase completamente desarmada, sem pedras nas mãos. Sempre esperar para agir, conhecer primeiro, esperar a atitude do outro e não atropelá-la, achando que obterá um resultado que já teve antes. E assim, evitamos estresses desnecessários e aproveitamos a melhor fase do relacionamento, a fase de conhecer.
Não sei se estou conseguindo passar a profundidade da questão, mas achei o conselho de extrema importância. Principalmente porque lida com nossa ansiedade, nossos medos e nossa impaciência (de querer tudo pra ontem, tin tin por tin tin, como é difícil isso!)
E aí o conselho da segunda amiga complementou. É preciso reconhecer, assumir e se desarmar dos seus próprios defeitos e dificuldades também. Pode ser uma pessoa diferente, mas se você continua igual (em se tratando de atitudes ruins) que avanços você acha que vai ter?
Não estou dizendo pra iniciar a relação cega, surda, muda e burra! Que fique claro!
Mas faz muita diferença quando controlamos os instintos, damos uma chance, afinal... É uma pessoa diferente. Ou pelo menos, esperamos que seja.
E se por acaso não for, podemos dizer que pelo menos fizemos nossa parte, tentamos.
28/04/2011
Fora de Controle
Tenho andado com muita vontade de escrever. Mas como já mencionei aqui, as palavras têm me faltado, ou melhor, tem me faltado a estruturação delas. A montagem. Então resolvi escrever hoje sem edição, sem pensar duas vezes e quem sabe, ao final, conseguir tirar da minha cabeça essas estórias que fazem questão em não migrar para o papel.
No entanto, agora escrevendo (e relendo, pois não consigo ficar sem editar), talvez tenha descoberto o motivo pelo qual não consigo montar um texto de forma que eu goste de verdade.
Estou num momento de transição. Com tudo fora do lugar, desde minha casa, meu quarto até minha cabeça, meu coração!
Sim... Só pode ser por isso que minhas ‘idéias’ estão tão atordoadas. Falta a organização que eu sempre fui acostumada a ter. E agora não tenho, porque as coisas fogem ao meu controle.
Foge na casa, porque dependo de outros que me ajudem a arrumá-la. Foge no quarto porque mudei as coisas de lugar e ainda não me sinto confortável, inserida no ambiente (e estou sem meus gatos! Snif snif!!).
Foge na cabeça, porque são tantas as atividades do dia-a-dia que nem um encontro com as minhas amigas de infância eu consigo marcar. (Trágico!)
Foge do coração, porque descobri que estar num novo relacionamento pode ser tão intrigante quanto retornar a vida de solteira.
Eu achava que havia descoberto tudo sobre mim nesse tempo de afastamento. Mas parece que tenho muita coisa por saber ainda. (E sabe que isso me motiva?)
Então, enquanto tudo isso estiver fora do lugar, acho difícil que eu consiga me expressar como de sempre. Com a mesma espontaneidade. Mas peço que não desistam. Estarei por aqui, em breve.
#ouvindo Jack Johnson – Anything but the truth
28/03/2011
Sincronia
Mencionei que só havia casais? Pois é... Só havia casais.
Num outro momento da vida, essa cena teria sido comparada aqui no blog, ao clímax de um filme cômico/trágico. Aquele em que a solteira, no auge do seu desespero, decide finalmente tomar uma atitude, seja ela uma burrada qualquer, ou o encontro de um final feliz.
Mas como disse, o momento é outro. E a sincronia daquela dança me fez pensar num outro tipo de sincronismo: a de duas pessoas diferentes, tentando acertar seus próprios passos.
Imaginei cada um daqueles casais. Como será que se conheceram? Ou será que se reencontraram? Há quanto tempo estariam juntos? Será que realmente se dão bem?...
Na fase adulta é muito mais difícil se relacionar com alguém. Dividir seu espaço, fazer concessões, encarar e respeitar as opiniões já formadas de cada um. É muita coisa em jogo!
Tem gente que desiste antes mesmo de começar. Itens como responsabilidade, distância, família, finanças, trabalho, filhos, objetivos, respeito... Tudo é levado em consideração na hora de escolher o que achamos ser o nosso “melhor par”. Independente dos beijos, do romance, do papo, da beleza e quiçá do sexo.
Parece um pouco burocrático eu sei, mas passado o encantamento inicial (o que nos leva até o outro) fazemos isso naturalmente. Colocar o coração para funcionar em conjunto com a razão. Uma forma de se resguardar talvez. Ou uma maneira de planejar o futuro, e responder a tão usada pergunta “onde isso vai dar?”. (E muitos querem essa resposta logo no início, tenhamos paciência gente!)
De uma coisa eu acho que sei. Não existe sincronia perfeita em relacionamentos. Existe na dança, mas em relacionamentos eu não acredito. No entanto, se a gente não tenta, não experimenta, se não damos a chance de conhecer a outra pessoa; como saber como a história terminaria?
Quando você dança com alguém pela primeira vez e ele(a) pisa no seu pé, você pára de dançar ou pratica mais um pouco até acertar o passo?
(continua nos próximos posts!)
18/02/2011
Nunca desista
Às vezes a gente está no limite da paciência, a beira da explosão, com a bateria do amor lá no finalzinho, com um palitinho só, precisando ser recarregada. Mas infelizmente (ou felizmente), nada acontece.
Resolvi falar sobre isso hoje porque tem gente que precisa ler (e ouvir) e acreditar que tudo vai ficar bem. Eu sei que é clichê, sei que não estou na sua pele, mas fizeram isso por mim, e agora faço por você.
Por mais que as coisas não aconteçam, não saiam do lugar, e que você se sinta isolada, com a impressão de que tudo lá fora gira, e você continua parada; por mais que isso esteja acontecendo agora, não quer dizer que vai acontecer pra sempre. Não dá... Não podemos... Você não pode: desistir do amor, desistir de ser feliz.
Você há de fazer sua parte, de correr atrás, de desejar, de pedir, de rezar, brigar, de buscar, de fazer mandinga, de brincar... Mas não desista do amor.
Eu sei... Você já fez tudo isso e mesmo assim nada aconteceu.
Acredito que o universo conspira a nosso favor. E nesse caso, são tantas as possibilidades... Ele pode não ser a pessoa certa pra você, ou pode ser que ainda não seja o melhor momento para vocês ficarem juntos. De uma coisa eu sei, é hora de mudar de assunto. De deixar que outras coisas tomem o seu tempo e o seu pensamento, fazer com que todos os seus pedidos sejam esquecidos temporariamente.
Temos que rir amiga, aproveitar o que temos por perto, a família, os amigos, os vizinhos, os cachorros e os gatos! Temos que sair de casa, criar novas oportunidades, enxergar coisas novas, fazer um caminho diferente nem que seja andar do outro lado da calçada.
E assim vamos nos cuidando, aprendendo e nos preparando. Ninguém vai poder te explicar porque nossa vida é assim, porque uma pessoa tem enquanto a outra não, porque as coisas acontecem de uma forma ou de outra... O mais certo de tudo é dar valor ao agora, ao presente e o que vier pela frente, é lucro!
Você já é feliz, só quer ser um pouco mais. E não tem nada de errado nisso.
#ouvindo Corinne Bailey Ray – Butterfly
26/01/2011
Tempo
“O tempo é muito relativo” ― Ele me disse durante uma discussão sobre a duração de relacionamentos, o tempo para chegar ao altar, o momento de descasar. Mas é a mais pura verdade que antes mesmo que ele fizesse essa observação, eu havia chegado à mesma conclusão partindo de outro ponto de vista; o meu próprio blog.
Relendo algumas coisas percebi o quanto nossa percepção sobre o tempo pode variar em relação a si próprio ou aos outros. O que eu penso sobre o tempo hoje, pode ser diferente do que você pensa, e daqui a alguns anos é possível que pensemos de forma totalmente oposta.
Você acha que 7 anos de namoro é muito tempo? E seis meses? Será o suficiente para resultar num casamento?... Dependendo da sua “bagagem”, da sua e da minha experiência, nossas opiniões sobre essas perguntas vão divergir.
Não há unanimidade quando o assunto é tempo. A não ser quando dizemos que ele passa, cura e que ele ajuda... E isso eu não discuto. (E o que ficou pra trás é história)
Mas cometi um grave erro: avancei no tempo, sem necessidade. Mais ou menos como quando a gente deseja ter 15 anos quando tem apenas 10, ou quer ter 21 quando tem 17. Deixamos de viver o momento porque almejamos o futuro. (Lado bom e lado ruim, mas enfim...)
No meu caso, por conta de um desgaste mental, do ambiente em que eu vivia e da percepção de tempo das pessoas a minha volta, eu me senti “a beira dos 30 anos”. Quando na verdade a minha idade era 26, ou seja, faltavam longos 4 anos para eu chegar aos 30, mas já me sentia lá.
E pior do que isso; fiz dos “30” uma idade ultimato, ponto final, última parada, como se não houvesse nada depois dela. Como conseqüência dessa forma de pensar, eu avancei fases, sofri um bocado, deixei de fazer algumas coisas e usei, por várias vezes o “quase 30” como desculpa.
Sorte que de repente a gente tem um “estalo”. E toda a sua percepção sobre o tempo muda. (Não sei explicar exatamente quando essa ficha caiu) E, apesar de mais próximo, eu ainda não tenho 30. Nem 40, nem 50. Eu tenho é muito tempo pela frente, assim espero. Nunca valorizei tanto o presente. Me surpreendo ao chegar a essa conclusão. Melhor... Fico feliz!
Obs.: Mudarei a descrição do blog em breve, já não combina mais comigo!
20/12/2010
Do lado de cá

06/12/2010
A salvação
Quando ela bateu o pé e disse “que ficaria com ele não importasse o quê;” não entendi de imediato o que ela estava realmente sentindo. O que ela tinha visto nele, como o escolheu no meio de tanta (ou nem tanta) gente.
Depois de um tempo sozinha (não vale dizer quanto), é comum deixar a ansiedade tomar conta de você. Comum não quer dizer que seja certo, mas já vi acontecer, e acho que é o que tem acontecido.
Imagine-se num cômodo fechado, em meio a pessoas que você conhece e desconhece, com caras boas e ruins. Todos passam por você, alguns te olham e até conversam, mas ninguém se arrisca a te tirar de lá, simplesmente porque não querem.
Certo. Você não é bobo, você tenta, e tenta, e tenta, mas nada muda. Você está preso lá e não consegue sair.
E aí você cria expectativa, monta táticas, estratégias, procura defeitos, analisa cada passo, ganha força e confiança pra tentar de novo. Foca no “É hoje” que eu saio daqui, mas você volta do mesmo jeito que foi, sem sucesso. (Barra!!!)
Eis que de repente alguém novo lhe dá mais atenção que os outros. Você não pensaria duas vezes, pensaria? Mesmo sem saber quem ele é, o que ele faz, o que pensa ou o que quer de você, você deixaria essa oportunidade passar? Ou agarraria com todas as forças como uma forma de salvação?
Eu acho que foi assim que ela se sentiu quando ele apareceu. Isso pode dar certo, mas também pode dar tudo errado. (Não gosto nem de imaginar como seria cair deste cavalo).
A ansiedade fala muito mais alto. E a gente mete os pés pelas mãos, fala o que não deve, age diferente de sua própria essência, faz coisas que... Enfim, tem um pouco de desespero nisso. (Mas como não ter?!)
E aí quando esse suposto salvador se aproxima, está tudo tão nebuloso e confuso que seu futuro inteiro passa diante de seus olhos, como se fosse possível premeditá-lo. Inútil, uma viagem, eu sei. E frustração vem em seguida, claro.
E aí você pondera coisas que não fazem diferença naquele momento. Antes você só queria sair dali. Agora somente sair é pouco, você quer saber o que vem depois. (E depois pode ser mais um cômodo sem saída)
A culpa não é sua, na verdade ninguém tem culpa, só essa maldita ansiedade.
“Não ponha a carroça na frente dos bois”.





