Mostrando postagens com marcador Para ler na Cama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Para ler na Cama. Mostrar todas as postagens

06/01/2013

Meu querido blog

Oi blog!

Primeiro Post do ano hein... Devo fazer uma retrospectiva do que passou?!

Uhm, acho que não.

Se tenho novidades por isso estou por aqui? Uhm, lamento te desapontar querido blog, mas também não.

O que eu faço aqui então?!

Ah Blog! Deu saudade de escrever... Não tenho nada pra fazer a essa hora da noite! E me lembrei de você esses dias!! Rs

Tá certo. Eu me lembro de você sempre. Mas é que estamos no período em que trocamos de agendas não é? O ano acabou, é preciso renovar o calendário. E me lembrei de quando era adolescente. Eu ainda tenho um baú de agendas velhinhas, cheias de histórias, símbolos e segredos...

Símbolos sim. Códigos também! Em uma época cheguei a criar um novo idioma para que ninguém lesse o que eu escrevia. E as histórias nem eram tão escabrosas assim. (Se comparadas as de hoje...).

Você ri né!...

O que as agendas têm a ver com você blog? Ora! Se você não é a minha mais moderna e atual forma de expressão?!

Eu sei. É diferente. Os diários, as agendas, eram bem mais pessoais. Contava, às vezes, com detalhes (e com imaginação) como havia sido meu dia, quem eu tinha visto, ou o que eu tinha feito. Reclamava das coisas descaradamente. Aqui não, aqui eu apenas lanço dúvidas, ou abro um espaço para um debate, pouco aprofundado sobre relacionamentos. Não é verdade?
...

Blog? O que foi? Não estou fazendo pouco caso de você.
...

Não acredito que está com ciúmes das minhas agendas! Mais de 9 mil pessoas já te viram, tem gente que te acessa da Rússia e que usa Linux!
...

Sério?
...

Ok. Eu faço um post no estilo “meu querido diário” pra você. Tudo bem. Já tinha pensado nisso mesmo. Lá vai:

“Meu querido blog,
Hoje é virada de ano e estou muito grata pelo ano que tive. Passamos por um pequeno susto em dezembro, mas felizmente deu tudo certo. Se eu tivesse que dar uma palavra para 2012 ela seria aprendizado. Sem cursos ou diplomas. Aquele aprendizado que adquirimos ao passar pelos altos e baixos da vida, sabe? Meio piegas, mas é isso aí. A vida seria simples se pudéssemos transferir todas as nossas experiências para as outras pessoas num estalar de dedos. Eu evitaria algumas coisas. Mas teria graça?! Pra ficar mais divertido tem que ter ação, romance, aventura, suspense, drama... Ou não. Resumindo, ano foi muito bom. Eu tenho 30 anos agora!! Não vou fazer igual à Bridget Jones contabilizando “affairs”. Você já sabe, meu querido blog, o que deu certo e o que não deu. Pensando bem, nada deu certo. rs E isso é ótimo! Por que agora eu estou gastando minha energia no que realmente vale a pena! E sabe, é isso que eu desejo pra todos nesse ano novo. Que as pessoas  concentrem e gastem energia no que vale a pena de verdade. No seu objetivo pessoal, na família, na qualidade de vida, na saúde, no amor...”

Satisfeito blog?

Como saber se o amor vale a pena pra gastar energia nele?! Essa é fácil... Vivendo! 

Agora chega de conversa por hoje, let’s go to bed! 

25/12/2012

Feliz Natal!!





O dia  que você descobrir que o amor está em bem mais lugares do que numa pessoa somente, você se libertará e não será mais triste. Então ame. Hoje, agora. Seu irmão, seu filho, seu pai e sua mãe, seus avós, seus tios chatos e os legais, os primos, os amigos, ame quem está do seu lado, ame a si mesmo, ame os momentos bons e simples...
Feliz Natal. 

12/11/2012

Naquela noite

Naquela noite,enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De
 
repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Porquê?" Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e volteia dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito,eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha
envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela.
Por uns segundos,cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior como corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo.
Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas.Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras:"Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho... fui até o meu novo futuro endereço,saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia... Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe,Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama, morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir...

Valorize quem realmente te ama ... Pense nisso ... !!


**Texto retirado do Facebook. Autor desconhecido. 

20/10/2012

Teorias do amor

― O amor... Na teoria... É fácil. ― as palavras dela ecoaram pela minha cabeça e se repetiram várias vezes.

Havia sido uma tarde longa, gostosa, mas cansativa. Tantos eram os problemas divididos. O amor, na teoria era fácil... Porque na prática, nós o complicamos.

Mas hoje não vim falar de problemas e dúvidas. Porque coincidentemente, logo que cheguei em casa, ouvi uma história que espero que a família não fique chateada em vê-la compartilhada aqui.

"Numa manhã qualquer, um senhor de seus noventa e poucos anos chamou a esposa, também beirando os noventa, para lhe dar parabéns por seu aniversário.
Sem entender, a esposa se virou para ele e disse que ele estava confundindo. Seu aniversário era somente dali a alguns dias.
Surpreendentemente, o senhor disse a ela que não. Ele estava se antecipando, porque não estaria lá quando o aniversário chegasse.
Ele não estava doente, não estava debilitado. Mas sentiu que era sua hora de partir. E assim como fez com a esposa, passou o dia falando com a família em tom de despedida.
No fim da tarde, inesperadamente, ele faleceu.
A senhora ainda viveu por mais alguns anos. Porém, nunca mais saiu de casa. “Ele pode vir me buscar e eu tenho que estar aqui”, ela dizia. Ela ficou a espera dele, até o dia dela chegar."

Apesar de triste, a história me encheu de felicidade. Os parentes contaram que os dois eram muito unidos, que ainda namoravam mesmo com a idade avançada.

E me pus logo a pensar: Se existe amor, existe e pronto! Qual é a complicação disso?

Não há defeito, problema, dificuldade, diferença que possa vencer um sentimento verdadeiro.

#ouvindo Procuro um amor - Frejat

18/10/2012

5 Ms

Menina, Moça, Mulher, Mãe... Monstrinhas!

Ultimamente tenho pensado em como os homens tem razão em dizer que as mulheres são complicadas. São tantas as transformações na vida de uma pessoa do sexo feminino, que acredito que os “meninos” não se dão conta do quão complicado engloba “ser mulher”.

Tem as transformações físicas. Os seios crescem, o corpo incha, sangramos todo mês, o quadril alarga, a barriga cresce na gravidez, um bebê sai de dentro de você, os seios caem...

Tem as transformações culturais. A menina vira mocinha, a moça perde a virgindade, a mulher deixa sua casa para se juntar a um homem, a mulher vira mãe...

E as transformações psicológicas. Trocamos o amor pela boneca, pelo amor de um garoto. Somos sensíveis e nos magoamos com facilidade. Encontramos preconceito no trabalho por causa de homens machistas. Somos exigentes com nossa aparência. (ou somos impostas a ser). E nos dividimos entre inúmeras atividades diárias (casa, trabalho, filhos...)

Tudo isso e muito mais; não necessariamente nessa ordem; e o pior de tudo... Ao mesmo tempo!

Então quando um homem diz a você, que você é complicada... Sorria! Por que ele realmente não faz ideia de quanto.

Somos complicadas sim!

Verdadeiras ‘monstrinhas’ em constante mudança de dentro pra fora e por todos os lados!

Não é a toa que uma mulher precisa de outras mulheres para se guiar. Não é a toa que existem revistas femininas de todos os tipos e para todas as idades (e diga-se de passagem: elas continuam vendendo muito, mesmo com a ascendência da internet!)

Precisamos de ajuda! Precisamos de mãe, avó, irmãs, amigas! Precisamos trocar experiências!

Precisamos de alguém que nos auxilie a abandonar o par de tênis e calçar o salto alto. Que nos ensine por que menstruar é importante, que nos guie pelos primeiros anos da maternidade. E que principalmente entenda que TPM não é frescura, é real, é insuportável, e que nós não temos controle sobre ela!

Precisamos de ajuda! De homens compreensivos, que entendam que mesmo com toda a complicação, ainda há mulheres que querem estar do lado deles para ‘cuidar’ deles, para ‘agradá-los’, cuidar da casa e ainda ‘dar filhos’ a eles.

Inacreditável não?

Com tantas alterações, a mulher ainda consegue amar, ser forte, bonita e feliz. 

#ouvindo
Respect - Aretha Franklin
Not a girl, not yet a woman - Britney Spears
I'm a woman - Melinda Doolittle
I am woman - Helen Reddy

10/10/2012

Positivo, negativo

A mente humana é tão fascinante... Somos capazes de produzir uma quantidade enorme de pensamentos que as mãos não conseguem acompanhar para digitar... Viajamos internamente, revivemos sensações do passado ou, mais incrivelmente, sentimos coisas que nunca experimentamos antes.

Essa semana foi uma semana diferente no meu calendário da vida. Meu corpo estava reagindo de forma estranha aos estímulos comuns. Sentia dores generalizadas, me sentia inchada, incomodada, a região do ventre estava sensível, e a menstruação... Completamente alterada.

‘Poderia eu, estar grávida?’ - minha mente produzia pensamentos como esse a cada momento que tinha de sossego dentro do trabalho ou de casa. E a situação se complicaria... Dois sonhos depois.

O primeiro de uma amiga de trabalho (uma mente muito querida), que me viu em sonho, carregando um bebê no colo. Uma menina, cabeludinha, e segundo ela, minha filha.

E o segundo de uma amiga de infância (uma mente tão querida quanto, e uma adivinhadora nata) que no sonho me encontrou na rua, com um barrigão...

Sonhos contados, sonhos projetados... Mente induzida... E todos os “sintomas” e sensações se intensificaram em questão de 24 horas.

Senti enjoo matinal, tonteira, desconforto abdominal, cólicas, nervoso, medo... e felicidade.

(cada “será?” vinha seguido de uma expressão facial... e que agora me recordando, dou risada...)

A mente é mesmo impressionante. A cabeça trabalhava a mil por hora tentando encontrar uma forma de entender como aquilo era possível, se é que era realmente! Observei cada passo que dei, fiz conta, peguei outras pessoas de exemplo, fiz comparações, relembrei estórias absurdas e engraçadas, falei com as amigas, me achei ridícula, pensei, pensei e pensei.

Só havia uma forma de resolver o problema. E essa solução se encontrava numa caixinha cor-de-rosa comprada numa farmácia, por singelos 9,90. Meu primeiro teste de gravidez. Sempre fui uma mulher regrada, cuidadosa, e sinceramente, nunca achei que teria que fazer isso sozinha e às escondidas nessa altura da vida.

E ali estava eu, ao fim do dia, cansada e ainda com dores. Com meu futuro a ser definido por uma ou duas linhas vermelhas num palito de papel. Positivo, ou negativo, eu saberia em cinco minutos.

...  |   ...

Dei um último sorriso debochando de mim mesma. E depois de um longo banho, todos os sintomas desapareceram.

‘No babies... No nóias’. - enviei a mensagem para minhas amigas, e para essa minha mente, que adora me pregar peças. 

#ouvindo Back for Good - Take That

26/09/2012

Linda menina


E ali estavam os olhinhos daquela linda menina.

Tão inocente, tão doce, muito pequena ainda.
Olhei fundo, suspirei junto, abri meu sorriso.
A mais sincera expressão da verdade.
E o coração se enche de felicidade.
Agora em meus braços, sinto o cheiro gostoso de bebê.
Como será que você vê o que eu posso ver?
Sinto um calorzinho aconchegante.
Penso o quanto eu quero te proteger.
Penso na vida inteira que há pela frente.
E como ela vai precisar da gente...
Ah...
Se eu pudesse, menina linda, eu nunca deixaria ninguém te fazer sofrer.
E ela me olha de novo. Entre um piscar e outro, ela se ajeita, sonolenta.
Ah tia... Fica calma, não esquenta... 

16/09/2012

A última solteira

Por pelo menos 15 anos elas viveram a mesma cena. Se reuniam para matar a saudade, para contar as novidades, tentar resolver os problemas e espalhar algumas fofocas... Não existia sessão de terapia melhor do que um encontro com as amigas de tanto tempo.

E o tempo voa não? Passaram formaturas, trabalhos, viagens, casamentos, bebês...

Então, das quatro em volta da mesa, havia três alianças nos dedos.

As amigas de Bia eram agora senhoras fulano de tal. Coisa que nunca afetou o comportamento de cada uma, muito menos a amizade entre elas.

Porém no último encontro, Bia, que sempre teve uma postura mais comedida, foi alvo de três olhares esperançosos, ávidos por novidades! Eram três casadas, buscando as aventuras da última solteira.

Bia não soube dizer na hora se aquilo era um complô para que ela se sentisse parte ainda do grupo; numa tentativa de que ela não se sentisse triste ou só; ou se as amigas estavam realmente interessadas nas baladas e pistas da vida.

Mas durante toda a conversa ela entendeu uma coisa. Solteiras idealizam, mas não sabem o que é a vida de casado. E as casadas sofrem uma amnésia, não se lembram como elas eram quando solteiras. Tudo tem seu lado bom e ruim.

No entanto, ao final do dia, ela não conseguiu tirar uma pergunta da cabeça: será o casamento o fim das aventuras?

Bia sinceramente espera que não. 

20/07/2011

Uma casa na água

Essa noite tive um sonho estranho. Mais um, dos que geralmente vem ao meu encontro durante a madrugada.

Eu estava numa casa pequena, me lembro da cozinha minúscula, e uma sala apenas. Havia muitas pessoas lá dentro. E eu parecia feliz. Havia comida, conversa, bebida, e o mais interessante de tudo, eu estava cercada pelo mar.

Não era uma água cristalina, mas ela vinha até a porta de casa, e havia sol, eu queria e fui mergulhar.

Nadei, nadei, andei pela água. Aproveitei. E depois voltei pra casa. Me sequei. Comi. E escureceu.

Foi aí que me senti diferente. Não havia mais tantas pessoas, mas o lugar não era mais tão aconchegante. A maré havia subido e eu conseguia ver outras casas distantes, mas era impossível chegar até elas, não havia mais como nadar, era muito fundo, eu estava pesada e o mar batia com força.

Acordei quando a água começou a invadir a casa. Acordei sufocada.

...

Não sei se isso acontece somente com os geminianos. Mas rotina é uma coisa que não me agrada. As coisas, as pessoas, os lugares. Tudo pode ser incrivelmente agradável, mas se for repetidamente igual, eu me canso.

Não estou dizendo que enjôo das pessoas. Mas sim, prefiro deixá-las ter o espaço delas, sentir saudade, pra que o reencontro seja sempre maravilhoso.

E eu preciso do meu espaço também. Talvez seja por isso que a casa que antes era tão pequena, só me incomodou depois.

Não gosto de nada marcado, agendado, que vira obrigação. Gosto do acaso, da surpresa, da novidade. Do diferente. E se o diferente já for conhecido, perde a graça. Perde mesmo. Passar pelos mesmos problemas? Não faz muito sentido. É sinal de que há alguma coisa errada, fora do lugar.

Um sonho como esse pode ter tremendas interpretações. Você pode até dizer que, o eu queria era saber o que havia nas outras casas. Geminianos são curiosos.

Mas a sensação não era boa. Havia a vontade de ir além, de avançar, de crescer, mas eu era forçada a ficar na casa. Por conta do mar que avançava, eu estava presa naquele lugar, sabe lá Deus por quanto tempo.

#ouvindo Marvin Gaye – Ain’t no sunshine when she’s gone

29/04/2011

Royal Love

Que dia lindo! Não poderia deixar de postar aqui alguma coisa sobre o Casamento Real. A união da então plebéia Kate Middleton ao Príncipe de Gales, herdeiro do trono Britânico William Arthur.

Primeiro pela minha admiração pela família real britânica, pela sua história e pela paixão que eu tenho por aquele lugar. Segundo porque aposto que até mesmo os não-tão-românticos-assim, se derreteram pelo cerimonial e pelo clima de “Love is in the air”. (Deu vontade de casar também! Oops!)

Além disso, como já comentei em outras redes sociais, temos visto tanta coisa ruim no mundo, tantas vezes nos reunimos em frente a TV para acompanhar tragédias horríveis que hoje, acordar cedinho para acompanhar esse momento tão mágico e especial, valeu muito a pena.

Pode parecer bobeira, mas traz um pouco de esperança. Afinal, casamento é união, é renovação, é o nascimento de uma nova família. Seja ela nobre ou não. E eu espero que todos os sorrisos trocados entre o belo casal e os sorrisos distribuídos aos dois bilhões de espectadores espalhados pelo mundo sejam verdadeiros.

Que eles realmente estejam felizes e se amem por muitos e longos anos. (Long live the Prince and the Princess!)

Agora, Catherine, como quer ser chamada, e William, são os novos Duque e Duquesa de Cambridge (além de outros títulos concedidos pela rainha antes do casamento), podendo futuramente se tornar Rei e Rainha da Inglaterra, e dar início a uma nova geração na monarquia britânica.

O que me fascina

Além da beleza do casamento em si. Do lindo vestido de Catherine (ela é linda!), da pompa, da carruagem, do uniforme de William, outras coisas me fascinaram. Como por exemplo:

A organização, a pontualidade, o protocolo, o respeito, não só da polícia e da guarda real, mas também da população e turistas. A cena da multidão caminhando tranquilamente até o Palácio de Buckingham após a cerimônia, e tomando seus lugares ao redor do monumento à Rainha Vitória, foi um momento emocionante.

A entrada de Catherine na mais do que bela Abadia de Westminster, decorada com árvores verdes clara e apenas algumas flores, deu mais brilho ao seu longo corredor de paredes adornadas e recheadas de história. (Só conhecendo para entender a magnitude daquele lugar). E a marcha usada para a entrada da noiva, sem palavras! (Tive a oportunidade de ouvir o coro de homens e meninos quando estava lá, é angelical.)

As bandeiras britânicas espalhadas pelo trajeto do casamento e nas mãos da multidão que cantou os coros da cerimônia, junto com os quase dois mil convidados dentro da Abadia. (De arrepiar!)

Por último, duas expressões de pura sinceridade. O olhar de William que elogiou sua noiva quando ela chegou ao altar, e a expressão de surpresa de Catherine que disse “Oh wow!” ao ver a quantidade de pessoas esperando por eles ao redor do Palácio de Buckingham.

Reveja o momento da entrada de Catherine na Abadia de Westminster!

http://www.youtube.com/watch?v=5u6-CpU-1EY&feature=mfu_in_order&list=UL

28/03/2011

Sincronia

Nada como uma boa balada para renovar as idéias e aguçar a inspiração. A banda estava no palco, tocava uma música romântica, e a pequena platéia, eu inclusive, balançava da direita para a esquerda numa sincronia lenta e perfeita.

Mencionei que só havia casais? Pois é... Só havia casais.

Num outro momento da vida, essa cena teria sido comparada aqui no blog, ao clímax de um filme cômico/trágico. Aquele em que a solteira, no auge do seu desespero, decide finalmente tomar uma atitude, seja ela uma burrada qualquer, ou o encontro de um final feliz.

Mas como disse, o momento é outro. E a sincronia daquela dança me fez pensar num outro tipo de sincronismo: a de duas pessoas diferentes, tentando acertar seus próprios passos.

Imaginei cada um daqueles casais. Como será que se conheceram? Ou será que se reencontraram? Há quanto tempo estariam juntos? Será que realmente se dão bem?...

Na fase adulta é muito mais difícil se relacionar com alguém. Dividir seu espaço, fazer concessões, encarar e respeitar as opiniões já formadas de cada um. É muita coisa em jogo!

Tem gente que desiste antes mesmo de começar. Itens como responsabilidade, distância, família, finanças, trabalho, filhos, objetivos, respeito... Tudo é levado em consideração na hora de escolher o que achamos ser o nosso “melhor par”. Independente dos beijos, do romance, do papo, da beleza e quiçá do sexo.

Parece um pouco burocrático eu sei, mas passado o encantamento inicial (o que nos leva até o outro) fazemos isso naturalmente. Colocar o coração para funcionar em conjunto com a razão. Uma forma de se resguardar talvez. Ou uma maneira de planejar o futuro, e responder a tão usada pergunta “onde isso vai dar?”. (E muitos querem essa resposta logo no início, tenhamos paciência gente!)

De uma coisa eu acho que sei. Não existe sincronia perfeita em relacionamentos. Existe na dança, mas em relacionamentos eu não acredito. No entanto, se a gente não tenta, não experimenta, se não damos a chance de conhecer a outra pessoa; como saber como a história terminaria?

Quando você dança com alguém pela primeira vez e ele(a) pisa no seu pé, você pára de dançar ou pratica mais um pouco até acertar o passo?

(continua nos próximos posts!)

26/01/2011

Tempo

“O tempo é muito relativo” ― Ele me disse durante uma discussão sobre a duração de relacionamentos, o tempo para chegar ao altar, o momento de descasar. Mas é a mais pura verdade que antes mesmo que ele fizesse essa observação, eu havia chegado à mesma conclusão partindo de outro ponto de vista; o meu próprio blog.

Relendo algumas coisas percebi o quanto nossa percepção sobre o tempo pode variar em relação a si próprio ou aos outros. O que eu penso sobre o tempo hoje, pode ser diferente do que você pensa, e daqui a alguns anos é possível que pensemos de forma totalmente oposta.

Você acha que 7 anos de namoro é muito tempo? E seis meses? Será o suficiente para resultar num casamento?... Dependendo da sua “bagagem”, da sua e da minha experiência, nossas opiniões sobre essas perguntas vão divergir.

Não há unanimidade quando o assunto é tempo. A não ser quando dizemos que ele passa, cura e que ele ajuda... E isso eu não discuto. (E o que ficou pra trás é história)

Mas cometi um grave erro: avancei no tempo, sem necessidade. Mais ou menos como quando a gente deseja ter 15 anos quando tem apenas 10, ou quer ter 21 quando tem 17. Deixamos de viver o momento porque almejamos o futuro. (Lado bom e lado ruim, mas enfim...)

No meu caso, por conta de um desgaste mental, do ambiente em que eu vivia e da percepção de tempo das pessoas a minha volta, eu me senti “a beira dos 30 anos”. Quando na verdade a minha idade era 26, ou seja, faltavam longos 4 anos para eu chegar aos 30, mas já me sentia lá.

E pior do que isso; fiz dos “30” uma idade ultimato, ponto final, última parada, como se não houvesse nada depois dela. Como conseqüência dessa forma de pensar, eu avancei fases, sofri um bocado, deixei de fazer algumas coisas e usei, por várias vezes o “quase 30” como desculpa.

Sorte que de repente a gente tem um “estalo”. E toda a sua percepção sobre o tempo muda. (Não sei explicar exatamente quando essa ficha caiu) E, apesar de mais próximo, eu ainda não tenho 30. Nem 40, nem 50. Eu tenho é muito tempo pela frente, assim espero. Nunca valorizei tanto o presente. Me surpreendo ao chegar a essa conclusão. Melhor... Fico feliz!

Obs.: Mudarei a descrição do blog em breve, já não combina mais comigo!

14/12/2010

Igualdades

Durante um café da tarde na cidade, as duas amigas conversavam:

― Amiga, sei que você não gosta que eu te apresente as pessoas, mas esse cara você tem que conhecer!

― Ai... Sério? Não curto nem um pouco esses encontros planejados.

― Sério amiga. Esse é diferente.

― Tá vai. Me fala quem é esse partidão.

― O nome dele é Leonardo...

― Ah... Tá de sacanagem né!

― Por quê?...

― Mais um Léo?! Você tá doida!

― Mas amiga...

― Pior, mais um “L”... Não bastaram as burradas do Luciano, do Levy, do Lucas e do próprio Leonardo, agora outro?!

― Ora, que culpa eu tenho se os homens que se interessam por você tem a mesma inicial no nome!

― Não quero. Eu passo!

― Mas amiga, você nem o conhece!

― Eu sei! Mas vai ser tudo a mesma coisa. Nem me arrisco mais.

― Não acredito que estou ouvindo isso! Você está solteira há...

― Fala baixo garota!

(as duas riem)

― Você vai mesmo dispensá-lo assim? Ele é advogado, tem seu próprio escritório, é mais velho que você uns três anos, nunca se casou e não tem filhos.

― A ficha perfeita né amiga. Mas e se fosse ao contrário?

― Como assim?

― E se eu estivesse apresentando esse partidão pra você e te dissesse que ele era leonino!

― Ah, mas isso é diferente!

― Como é diferente? É exatamente igual! Você não sai mais com leoninos, e eu não saio mais com Leonardos ou outros Ls!!

― Eu não saio mais com leoninos porque eles são realmente todos iguais. Astrologicamente iguais! E não nomenclatura... Ah, você me entendeu!

― Pra mim é exatamente a mesma coisa. Você e eu sofremos decepções amorosas, você com um leonino, eu com os Ls, assim como tem gente que se decepcionou com Josés, ou com Felipes, com aquarianos, ou com médicos, publicitários ou professores!

― Depois não reclama viu. Não vá dizer que ninguém te ajuda. Você está deixando passar uma oportunidade. Das boas!

― Eu estou é me resguardando, evitando o óbvio!

(silêncio)

(dois goles de cappuccino para cada)

― Me diz uma coisa... Ele é bonito?... Porque ele nunca se casou?

17/11/2010

Simples

“É só olhar, depois sorrir...

Depois gostar...

Você olhou, você sorriu,

Me fez gostar...”

( O que é amar / Johnny Alf )

Engraçado que de um dia para o outro, um simples olhar pode passar a ser diferente dos olhares dos outros, e de todos os outros olhares que a mesma pessoa lhe deu por toda uma vida.

Como pode?

21/10/2010

Nova fórmula

Quando o assunto é a busca pelo amor, tem gente que apela para todos os meios, desde a balada, a beleza, riqueza, sorte, mandinga, religião... O que for; desde que sirva de auxílio nessa procura incessante, tá valendo.

Júlia havia entrado nessa paranóia. E chegou ao trabalho declarando que havia encontrado uma nova fórmula para chegar ao amor:

— É sério gente, eu descobri o que estava errado!

Apesar de saber que não havia nada verdadeiramente errado, entrei na sua onda:

— Então nos diga logo o que é!

— Preciso fazer uma mudança mental... Preciso não... Já fiz! — ela sorri de canto a canto.

Com medo de minha amiga ter sofrido de algum tipo de lavagem cerebral, eu continuei:

— Mudança mental? O que foi que você fez Jú?

— Ai, relaxa Carol, não é nada demais. É que eu estava lendo sobre aquela teoria das forças do universo...

— Sim, tudo o que você faz e pensa tem retorno pra você... — outra colega completa.

— Exato! Então... É isso! — ela pula de alegria!

— Como assim é isso Júlia?! — minha desconfiança a fez parar de pular e se sentar ao meu lado.

— Sabe quando a gente vê um casal lindo e contente por aí, e na hora morremos de inveja... Coisa que eu também não vou fazer mais... Sabe quando vemos os pombinhos e na hora fazemos caras e bocas?

— Tipo?

— Tipo torcer o nariz Carol, ou revirar os olhos de desdém! Fazer cara de “eca” !! — ela imita.

— Uhm, sei... — Agora ela realmente prendeu minha atenção.

— Então. Parei com isso!... Não vou mais colocar a língua pra fora e enfiar o dedo na goela nem que o casal seja mais melado que doce de leite com mel! Eu juro!

— Ok. Mas o que isso tem a ver com a lei da atração? — Agora toda a redação parou para ouvir.

— Simples amigas. Se eu fico fazendo essas coisas negativas eu as atraio de volta pra mim, certo? O universo vai pensar que eu não gosto de ser mimada também, de receber flores...

— De beijo roubado, de jantar surpresa...

— De falar igual criança, de ter apelidos engraçados...

— De chamego, de ganhar bombom...

— De carinho no cabelo e no rosto, de piadas sem graça...

— De casamento! — eu fui a última a completar.

(houve um silêncio)

— E aí, quem tá comigo nessa? — Júlia contaminou o ambiente, e enquanto todas respondiam positivamente ao esquema, eu...

— Bem... Não há mal algum em tentar né. Eu... Topo!

(Eu já disse que para encontrar o amor, vale tudo?)

...

22/09/2010

Eu falo de romance

Ok, geralmente é assim:

“Ela sempre espera por esse momento, mas nunca acredita que vai acontecer. Ele na maioria das vezes é confiante e bonito demais para ser desastrado e topar com ela no meio da rua, mas é assim que eles se conhecem. E aí tem um café, ou uma taça de champanhe num bom restaurante, adicionado a boas risadas, coincidências, muita conversa, sorrisos e pronto... Eles se entendem e se apaixonam. Claro que sempre há impedimentos para atrapalhar, dois amigos conselheiros (um para cada lado) para ajudar, uma linda trilha sonora, beijos, olhares e cenas de tirar o fôlego.”

Obviamente o que eu narro acima é uma possível sinopse de um filme estilo “água com açúcar”. As películas desse gênero não têm sido muito criativas ultimamente e, por esse e outros motivos, têm sido alvo de muitas críticas mundo afora. Coisa que nem sempre eu concordo.

Filmes de romance ou comédias românticas são clichês, eu sei. Por várias vezes a mesma atriz faz o mesmo estilo de papel, só mudando o nome, a cor do cabelo e a cidade. (Mesmo assim têm algumas que eu não me canso) Sei também que a fórmula de final feliz parece não estar agradando a todo o público. Pelo menos são críticas assim que eu tenho lido em minhas zapeadas pela internet.

E isso me fez levantar a questão: O que está acontecendo? Será que a sociedade perdeu a paciência com o romantismo? Será que as muitas desilusões e problemas afetivos estão deixando as pessoas com um coração de pedra?! (Do tipo: se eu não tenho esse amor, ninguém mais pode ter?!)

(Obs.: Se está se sentindo enganada pela sétima arte... Atenção, aquilo... É ficção!)

Eis o que eu penso.

Não há que se criticar o gênero. Existem filmes bons e ruins, sim. Mas na qualidade, no roteiro e na interpretação. No entanto, filme água com açúcar, sempre será água com açúcar. É bom assisti-los estando preparado para invejar (branca) a “mocinha”, suspirar pelo “mocinho” (ou ao contrário), chorar, rir, desejar... Enfim, sentir o que de melhor, a linha de bons filmes do gênero, nos apresenta.

Agora, se o lance for de ressentimento, inveja ruim, agonia, ansiedade ao assistir o filme... Se te faz sofrer... É fácil! Não assista! Melhor deixá-lo pra lá e procurar outra coisa para fazer. Para que ficar se remoendo?

E quanto às críticas, a não ser que elas sejam técnicas, o que entendo perfeitamente, pense que uma estória pode não servir para você, mas pode servir para outra pessoa, e servir muito. (Assim como os relacionamentos, sabe...)

Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. (Embora a gente reze pra que não seja!)

#ouvindo Alicia Keys - músicas do CD As I Am.

10/09/2010

Papéis

"Engraçado quando se invertem os papéis: Mulheres pensando logicamente enquanto homens falam de amor."

...

09/09/2010

O tema é Paquera

Quando o assunto é paquera, a primeira coisa que a maior parte das novas solteiras pensa é: “eu não sei mais fazer isso”. A falta de prática e do costume de ser alvo dos olhares e cantadas masculinas nos inibe mesmo, e leva um tempo (para algumas), para a mulher começar a se soltar e se sentir confortável.

Bom... Eu não sou mais tão novata nesta escola, e mesmo assim não vou indo bem nessa matéria. Para dizer a verdade, do jeito que as coisas estão, eu estou levando é bomba!

Fico impressionada, quando vejo uma amiga dominar essa arte com tanta propriedade. Será que é isso? Será que paquerar é uma arte, uma técnica, um dom?... Isso explicaria por que alguns desenrolam melhor do que outros, pelo menos.

(Sei que ela parte da facilidade de comunicação verbal ou não verbal entre as pessoas, mas a teoria é fácil.)

Na hora do “vamos ver” a coisa não sai. Não consigo demonstrar o interesse que tenho na outra pessoa. Em termos telefônicos, é como se eu enviasse a mensagem, mas ela não chegasse. (Claro que pode ser culpa do outro aparelho, mas é mais complicado do que isso).

...

Por quê?

Para mim paquera é pra ser uma coisa divertida, natural, sem premeditações. Um jogo de curiosidades, de olhares e de reciprocidade (Senão qual a graça?). Enquanto o que tenho observado por aí é uma necessidade, uma obsessão de ver e ser vista. Uma pressão quase robótica de ficar e ficar, e ficar, e ficar...

— Mas sair de casa sabendo que vai terminar no zero a zero?! Não te entendo! — Ela levanta a questão.

— Ora! Francamente! — eu respiro — Eu quero sair para me divertir... — respiro mais um pouco — Encontrar gente, bater papo, dançar com os amigos ou sozinha, by myself, alone, sola capiche?! — Eu grito!

— A paquera deve ser conseqüência, coincidência, destino que seja! — desabafo.

...

Mas a pressão é verdadeira, e no final das contas é isso que acontece: perco os olhares, só reparo nas coisas depois que as outras já repararam por mim, não sei o momento certo de sorrir, de encarar, de falar... (Bate vergonha, medo, ansiedade... afinal, essa não sou eu) Quando falo, esbanjo simpatia, sorrisos e interesse (não me subestimem também), mas até chegar à fala, tenho que passar por todos os outros passos e se nada acontece, o que sobra é só a minha frustração.

E tem mais! Não sou competitiva. Se o cara for do tipo que está rodeado de mulheres, por mais que eu me interesse por ele, eu me retiro. Prefiro pensar que se ele quiser, ele virá, independente de quantas opções tiver. (Dividir? Espera aí, modernidades têm limites...)

—Você tem certeza que o problema é esse? Eu acho que você não está interessada em ninguém de verdade, isso sim! — minha consciência me interrompe.

— Shiiu...! Fique quieta, não me faça perguntas difíceis! — eu corto. Melhor cortar.

...

Post um tanto revelador hum. Isso porque vocês não fazem idéia de tudo o que eu escrevi e apaguei em algumas tantas horas. Fica pra mim, somente. Um dia, se der, eu conto.

Para quem achou esse post um monte de baboseiras em forma de palavras, passei do ponto de me importar; passar bem!

#ouvindo Trilha do filme “Shall we dance?” (ouça você também, enquanto lê)

20/08/2010

O festival

Eu, de repente, me lembro

Foi num mês de setembro.

Daqueles nem frio, nem quente.

O futuro nos aguardava ansioso

Enquanto o grande festival se aproximava.

Eu acabara de retornar a minha vida,

Não esperava por nada.

Mas você, no instante da semelhança,

Me estendeu a mão, confirmando que estaria lá comigo.

Vivemos aquele momento juntos

Apesar de gostos e dias diferentes (quanta disparidade).

E fomos felizes, fomos muito felizes,

Cada um com o seu show.

Dos detalhes eu não me recordo, mas eu acho que foi incrível.

...

São quase 10 anos agora.

O tempo passou, nos abateu...

E hoje estou aqui

Numa caminhada um pouco mais quieta.

Talvez como da primeira vez,

Retornando à vida e contemplando a chegada de um novo setembro,

Sabendo que o futuro não é tão ansioso assim, melhor é o presente.

E ano que vem, haverá outro festival.

Não será o mesmo, não será a mesma coisa...

Mas daqui a pouco é setembro, nem frio, nem quente, novo festival...

(muitas lembranças, muitas expectativas, algumas coincidências, vida louca...)

Respeite a propriedade intelectual. Ao reproduzir os textos não se esqueça dos créditos! Obrigado!