24/05/2011

Tudo novo

Neste novo momento da minha vida, entre as congratulações e os conselhos (e até algumas ameaças do tipo: vê se não faz bobagem!), teve um conselho que procuro botar em prática todos os dias.

Foram na verdade, duas amigas queridas que me fizeram enxergar uma questão, que se não compreendida, é possível que uma pessoa a carregue para qualquer relacionamento que venha a ter. (Uma auto-análise é sempre interessante, antes de dividir a vida com quem quer que seja)

A primeira amiga, com palavras claras, porém fortes, insistiu em me explicar como as pessoas podem ser diferentes. E que a brincadeira “homem é tudo igual”, tirando algumas manias em comum, não passa mesmo de uma brincadeira.

Ao final de nossa conversa, ela resumiu tudo o que queria dizer numa só palavra. Palavra esta que me lembro todos os dias: DESARME-SE!

A idéia é guardar todas as experiências que se teve. Deixá-las no passado. E entrar na nova fase completamente desarmada, sem pedras nas mãos. Sempre esperar para agir, conhecer primeiro, esperar a atitude do outro e não atropelá-la, achando que obterá um resultado que já teve antes. E assim, evitamos estresses desnecessários e aproveitamos a melhor fase do relacionamento, a fase de conhecer.

Não sei se estou conseguindo passar a profundidade da questão, mas achei o conselho de extrema importância. Principalmente porque lida com nossa ansiedade, nossos medos e nossa impaciência (de querer tudo pra ontem, tin tin por tin tin, como é difícil isso!)

E aí o conselho da segunda amiga complementou. É preciso reconhecer, assumir e se desarmar dos seus próprios defeitos e dificuldades também. Pode ser uma pessoa diferente, mas se você continua igual (em se tratando de atitudes ruins) que avanços você acha que vai ter?

Não estou dizendo pra iniciar a relação cega, surda, muda e burra! Que fique claro!

Mas faz muita diferença quando controlamos os instintos, damos uma chance, afinal... É uma pessoa diferente. Ou pelo menos, esperamos que seja.

E se por acaso não for, podemos dizer que pelo menos fizemos nossa parte, tentamos.

29/04/2011

Royal Love

Que dia lindo! Não poderia deixar de postar aqui alguma coisa sobre o Casamento Real. A união da então plebéia Kate Middleton ao Príncipe de Gales, herdeiro do trono Britânico William Arthur.

Primeiro pela minha admiração pela família real britânica, pela sua história e pela paixão que eu tenho por aquele lugar. Segundo porque aposto que até mesmo os não-tão-românticos-assim, se derreteram pelo cerimonial e pelo clima de “Love is in the air”. (Deu vontade de casar também! Oops!)

Além disso, como já comentei em outras redes sociais, temos visto tanta coisa ruim no mundo, tantas vezes nos reunimos em frente a TV para acompanhar tragédias horríveis que hoje, acordar cedinho para acompanhar esse momento tão mágico e especial, valeu muito a pena.

Pode parecer bobeira, mas traz um pouco de esperança. Afinal, casamento é união, é renovação, é o nascimento de uma nova família. Seja ela nobre ou não. E eu espero que todos os sorrisos trocados entre o belo casal e os sorrisos distribuídos aos dois bilhões de espectadores espalhados pelo mundo sejam verdadeiros.

Que eles realmente estejam felizes e se amem por muitos e longos anos. (Long live the Prince and the Princess!)

Agora, Catherine, como quer ser chamada, e William, são os novos Duque e Duquesa de Cambridge (além de outros títulos concedidos pela rainha antes do casamento), podendo futuramente se tornar Rei e Rainha da Inglaterra, e dar início a uma nova geração na monarquia britânica.

O que me fascina

Além da beleza do casamento em si. Do lindo vestido de Catherine (ela é linda!), da pompa, da carruagem, do uniforme de William, outras coisas me fascinaram. Como por exemplo:

A organização, a pontualidade, o protocolo, o respeito, não só da polícia e da guarda real, mas também da população e turistas. A cena da multidão caminhando tranquilamente até o Palácio de Buckingham após a cerimônia, e tomando seus lugares ao redor do monumento à Rainha Vitória, foi um momento emocionante.

A entrada de Catherine na mais do que bela Abadia de Westminster, decorada com árvores verdes clara e apenas algumas flores, deu mais brilho ao seu longo corredor de paredes adornadas e recheadas de história. (Só conhecendo para entender a magnitude daquele lugar). E a marcha usada para a entrada da noiva, sem palavras! (Tive a oportunidade de ouvir o coro de homens e meninos quando estava lá, é angelical.)

As bandeiras britânicas espalhadas pelo trajeto do casamento e nas mãos da multidão que cantou os coros da cerimônia, junto com os quase dois mil convidados dentro da Abadia. (De arrepiar!)

Por último, duas expressões de pura sinceridade. O olhar de William que elogiou sua noiva quando ela chegou ao altar, e a expressão de surpresa de Catherine que disse “Oh wow!” ao ver a quantidade de pessoas esperando por eles ao redor do Palácio de Buckingham.

Reveja o momento da entrada de Catherine na Abadia de Westminster!

http://www.youtube.com/watch?v=5u6-CpU-1EY&feature=mfu_in_order&list=UL

28/04/2011

Fora de Controle

Tenho andado com muita vontade de escrever. Mas como já mencionei aqui, as palavras têm me faltado, ou melhor, tem me faltado a estruturação delas. A montagem. Então resolvi escrever hoje sem edição, sem pensar duas vezes e quem sabe, ao final, conseguir tirar da minha cabeça essas estórias que fazem questão em não migrar para o papel.

No entanto, agora escrevendo (e relendo, pois não consigo ficar sem editar), talvez tenha descoberto o motivo pelo qual não consigo montar um texto de forma que eu goste de verdade.

Estou num momento de transição. Com tudo fora do lugar, desde minha casa, meu quarto até minha cabeça, meu coração!

Sim... Só pode ser por isso que minhas ‘idéias’ estão tão atordoadas. Falta a organização que eu sempre fui acostumada a ter. E agora não tenho, porque as coisas fogem ao meu controle.

Foge na casa, porque dependo de outros que me ajudem a arrumá-la. Foge no quarto porque mudei as coisas de lugar e ainda não me sinto confortável, inserida no ambiente (e estou sem meus gatos! Snif snif!!).

Foge na cabeça, porque são tantas as atividades do dia-a-dia que nem um encontro com as minhas amigas de infância eu consigo marcar. (Trágico!)

Foge do coração, porque descobri que estar num novo relacionamento pode ser tão intrigante quanto retornar a vida de solteira.

Eu achava que havia descoberto tudo sobre mim nesse tempo de afastamento. Mas parece que tenho muita coisa por saber ainda. (E sabe que isso me motiva?)

Então, enquanto tudo isso estiver fora do lugar, acho difícil que eu consiga me expressar como de sempre. Com a mesma espontaneidade. Mas peço que não desistam. Estarei por aqui, em breve.

#ouvindo Jack Johnson – Anything but the truth

28/03/2011

Sincronia

Nada como uma boa balada para renovar as idéias e aguçar a inspiração. A banda estava no palco, tocava uma música romântica, e a pequena platéia, eu inclusive, balançava da direita para a esquerda numa sincronia lenta e perfeita.

Mencionei que só havia casais? Pois é... Só havia casais.

Num outro momento da vida, essa cena teria sido comparada aqui no blog, ao clímax de um filme cômico/trágico. Aquele em que a solteira, no auge do seu desespero, decide finalmente tomar uma atitude, seja ela uma burrada qualquer, ou o encontro de um final feliz.

Mas como disse, o momento é outro. E a sincronia daquela dança me fez pensar num outro tipo de sincronismo: a de duas pessoas diferentes, tentando acertar seus próprios passos.

Imaginei cada um daqueles casais. Como será que se conheceram? Ou será que se reencontraram? Há quanto tempo estariam juntos? Será que realmente se dão bem?...

Na fase adulta é muito mais difícil se relacionar com alguém. Dividir seu espaço, fazer concessões, encarar e respeitar as opiniões já formadas de cada um. É muita coisa em jogo!

Tem gente que desiste antes mesmo de começar. Itens como responsabilidade, distância, família, finanças, trabalho, filhos, objetivos, respeito... Tudo é levado em consideração na hora de escolher o que achamos ser o nosso “melhor par”. Independente dos beijos, do romance, do papo, da beleza e quiçá do sexo.

Parece um pouco burocrático eu sei, mas passado o encantamento inicial (o que nos leva até o outro) fazemos isso naturalmente. Colocar o coração para funcionar em conjunto com a razão. Uma forma de se resguardar talvez. Ou uma maneira de planejar o futuro, e responder a tão usada pergunta “onde isso vai dar?”. (E muitos querem essa resposta logo no início, tenhamos paciência gente!)

De uma coisa eu acho que sei. Não existe sincronia perfeita em relacionamentos. Existe na dança, mas em relacionamentos eu não acredito. No entanto, se a gente não tenta, não experimenta, se não damos a chance de conhecer a outra pessoa; como saber como a história terminaria?

Quando você dança com alguém pela primeira vez e ele(a) pisa no seu pé, você pára de dançar ou pratica mais um pouco até acertar o passo?

(continua nos próximos posts!)

17/03/2011

Tô com a Sandy!

A contratação da cantora e compositora Sandy Leah como garota propaganda da cerveja Devassa tem dado o que falar. Entre as redes sociais, artigos de jornais e blogs, a crítica cai em cima, afirmando que a moça nada tem a ver com a cerveja, que a própria cantora teria afirmado que não gosta da bebida e as críticas chegam ao ponto de dizer que comparar a nova campanha com a antiga, estrelada pela socialite Paris Hilton, é simplesmente broxante!

Machista, não acham?

Eu acho!

Sou contra qualquer tipo de rótulo: loira burra, roqueiro satanista, nerds!! (Aff nada a ver!) E Sandy é mais uma vítima dos rótulos impostos pela sociedade: a mulher que é santinha, a mulher pra casar.

Ah sim, claro! Ela não tem um corpão violão, longas madeixas loiras ou um jeito sensual. Muito pelo contrário, sempre teve cabelos pretos, um rosto doce (vimos a menina crescer!), é magrinha, frágil, com sorriso delicado, dona de uma voz suave e de uma educação impecável! Mas isso não faz dela uma santa!

Ela é uma mulher (de 28 anos!)! E toda mulher tem o seu lado descontraído, desinibido, desencanado, divertido... Devassa! Seja ela alta, baixa, loira, morena, ruiva, gorda, magra, de cabelão ou chanelzinho!

E essa mulherada “comum” está por aí na maior disposição! Enquanto os marmanjos passam e não dão atenção! Bobinhos!... Perdem cada oportunidade!

Não to aqui pra fazer lobby da cerveja. (Aliás, nem sei o gosto que a Devassa tem! Provarei! rs) Mas achei a campanha interessante, válida e gostei sim da Sandy como garota propaganda!

É possível ser Devassa sem ser arruaceiro, sem fazer merda, sem se expor exageiradamente, enfim... Que tal Paris?!

(Queria postar um dos comerciais que gostei, mas não estou conseguindo então fica o link: http://www.youtube.com/watch?v=wZnu3vkBSJU )

10/03/2011

Newsflash!

Dizem que todo bom escritor é uma pessoa solitária, triste, que precisa do afastamento para, junto com o sofrimento, escrever coisas bonitas e refletir sobre a vida.

Bom... Tenho duas notícias para comunicar. Uma boa e outra ruim.

A boa é que esta escritora não está solitária e muito menos triste! (Viva!) A ruim é que a inspiração dela anda pra lá dos buracos de Bagdá! (Oh dó!)

Calma! Não vamos entrar em pânico (deixa isso só pra mim!), logo alguma coisa há de surgir aqui. Só espero que não demore muito, pois eu já estou com saudades.

(De ser solitária e triste?! Claro que não né!)

Vamos ter que achar um meio termo... Me aguardem! :)

18/02/2011

Nunca desista

Às vezes a gente está no limite da paciência, a beira da explosão, com a bateria do amor lá no finalzinho, com um palitinho só, precisando ser recarregada. Mas infelizmente (ou felizmente), nada acontece.

Resolvi falar sobre isso hoje porque tem gente que precisa ler (e ouvir) e acreditar que tudo vai ficar bem. Eu sei que é clichê, sei que não estou na sua pele, mas fizeram isso por mim, e agora faço por você.

Por mais que as coisas não aconteçam, não saiam do lugar, e que você se sinta isolada, com a impressão de que tudo lá fora gira, e você continua parada; por mais que isso esteja acontecendo agora, não quer dizer que vai acontecer pra sempre. Não dá... Não podemos... Você não pode: desistir do amor, desistir de ser feliz.

Você há de fazer sua parte, de correr atrás, de desejar, de pedir, de rezar, brigar, de buscar, de fazer mandinga, de brincar... Mas não desista do amor.

Eu sei... Você já fez tudo isso e mesmo assim nada aconteceu.

Acredito que o universo conspira a nosso favor. E nesse caso, são tantas as possibilidades... Ele pode não ser a pessoa certa pra você, ou pode ser que ainda não seja o melhor momento para vocês ficarem juntos. De uma coisa eu sei, é hora de mudar de assunto. De deixar que outras coisas tomem o seu tempo e o seu pensamento, fazer com que todos os seus pedidos sejam esquecidos temporariamente.

Temos que rir amiga, aproveitar o que temos por perto, a família, os amigos, os vizinhos, os cachorros e os gatos! Temos que sair de casa, criar novas oportunidades, enxergar coisas novas, fazer um caminho diferente nem que seja andar do outro lado da calçada.

E assim vamos nos cuidando, aprendendo e nos preparando. Ninguém vai poder te explicar porque nossa vida é assim, porque uma pessoa tem enquanto a outra não, porque as coisas acontecem de uma forma ou de outra... O mais certo de tudo é dar valor ao agora, ao presente e o que vier pela frente, é lucro!

Você já é feliz, só quer ser um pouco mais. E não tem nada de errado nisso.

#ouvindo Corinne Bailey Ray – Butterfly

Respeite a propriedade intelectual. Ao reproduzir os textos não se esqueça dos créditos! Obrigado!