é melhor um COMPLETAR o outro do que um COMBINAR com o outro.
27/07/2011
20/07/2011
Uma casa na água
Essa noite tive um sonho estranho. Mais um, dos que geralmente vem ao meu encontro durante a madrugada.
Eu estava numa casa pequena, me lembro da cozinha minúscula, e uma sala apenas. Havia muitas pessoas lá dentro. E eu parecia feliz. Havia comida, conversa, bebida, e o mais interessante de tudo, eu estava cercada pelo mar.
Não era uma água cristalina, mas ela vinha até a porta de casa, e havia sol, eu queria e fui mergulhar.
Nadei, nadei, andei pela água. Aproveitei. E depois voltei pra casa. Me sequei. Comi. E escureceu.
Foi aí que me senti diferente. Não havia mais tantas pessoas, mas o lugar não era mais tão aconchegante. A maré havia subido e eu conseguia ver outras casas distantes, mas era impossível chegar até elas, não havia mais como nadar, era muito fundo, eu estava pesada e o mar batia com força.
Acordei quando a água começou a invadir a casa. Acordei sufocada.
...
Não sei se isso acontece somente com os geminianos. Mas rotina é uma coisa que não me agrada. As coisas, as pessoas, os lugares. Tudo pode ser incrivelmente agradável, mas se for repetidamente igual, eu me canso.
Não estou dizendo que enjôo das pessoas. Mas sim, prefiro deixá-las ter o espaço delas, sentir saudade, pra que o reencontro seja sempre maravilhoso.
E eu preciso do meu espaço também. Talvez seja por isso que a casa que antes era tão pequena, só me incomodou depois.
Não gosto de nada marcado, agendado, que vira obrigação. Gosto do acaso, da surpresa, da novidade. Do diferente. E se o diferente já for conhecido, perde a graça. Perde mesmo. Passar pelos mesmos problemas? Não faz muito sentido. É sinal de que há alguma coisa errada, fora do lugar.
Um sonho como esse pode ter tremendas interpretações. Você pode até dizer que, o eu queria era saber o que havia nas outras casas. Geminianos são curiosos.
Mas a sensação não era boa. Havia a vontade de ir além, de avançar, de crescer, mas eu era forçada a ficar na casa. Por conta do mar que avançava, eu estava presa naquele lugar, sabe lá Deus por quanto tempo.
#ouvindo Marvin Gaye – Ain’t no sunshine when she’s gone
25/05/2011
Diferenças
Não é regra. Mas geralmente é assim...
No fim de semana...
... a solteira sabe a programação das festas e shows e ela decide o que quer fazer.
... a namorada até sabe os filmes que estão em cartaz, mas tem outros eventos sociais pra comparecer (casamento, aniversário de criança, batizado...), querendo ela ou não!
Se cruza com uma mulher com decotes e roupas curtas na balada...
... a solteira cochicha um “lá vai uma piriguete”, detesta ter competição desse tipo, mas no final, quer saber onde ela fez o cabelo ou comprou o sapato.
... a namorada acha a vestimenta um ultraje, principalmente se o verão já tiver acabado. Arrasta pra longe ou quase tampa os olhos do namorado e acha que “piriguete” é um adjetivo leve demais!
A amiga que pega geral, na visão das...
... solteiras: É uma heroína! Arrasa nas pistas! Um dia vou ser como ela!
... das namoradas: Ela deve ter algum problema, como ela consegue? Eu que não deixo meu homem perto dela!
As ex-namoradas, para as...
... solteiras: Opa! Eu sou uma! Junta aí todo mundo que estamos no mesmo barco! Segurem seus homens, vamos tocar terror!
... namoradas: Ex quem? Onde? Tá aqui? Nem quero saber quem é!... Claro que quero saber quem é! Aquela mulher horrorosa? Onde você estava com a cabeça?
Os ex-namorados, para as...
... solteiras: aquele desgraçado acabou com a minha vida. Preciso de um chocolate, de uma taça de vinho, de um shopping!
... namoradas: aquele desgraçado acabou com a minha vida. Ainda bem que tenho você agora!
As amigas que namoram na visão das...
... solteiras: Você não tem tempo mais pros amigos! Já esqueceu da gente! Nem me liga mais, nem pra um café!
... outras amigas que namoram: Entendo perfeitamente, bem que a gente tenta, mas não dá tempo pra mais nada, desculpa gente!
24/05/2011
Tudo novo
Neste novo momento da minha vida, entre as congratulações e os conselhos (e até algumas ameaças do tipo: vê se não faz bobagem!), teve um conselho que procuro botar em prática todos os dias.
Foram na verdade, duas amigas queridas que me fizeram enxergar uma questão, que se não compreendida, é possível que uma pessoa a carregue para qualquer relacionamento que venha a ter. (Uma auto-análise é sempre interessante, antes de dividir a vida com quem quer que seja)
A primeira amiga, com palavras claras, porém fortes, insistiu em me explicar como as pessoas podem ser diferentes. E que a brincadeira “homem é tudo igual”, tirando algumas manias em comum, não passa mesmo de uma brincadeira.
Ao final de nossa conversa, ela resumiu tudo o que queria dizer numa só palavra. Palavra esta que me lembro todos os dias: DESARME-SE!
A idéia é guardar todas as experiências que se teve. Deixá-las no passado. E entrar na nova fase completamente desarmada, sem pedras nas mãos. Sempre esperar para agir, conhecer primeiro, esperar a atitude do outro e não atropelá-la, achando que obterá um resultado que já teve antes. E assim, evitamos estresses desnecessários e aproveitamos a melhor fase do relacionamento, a fase de conhecer.
Não sei se estou conseguindo passar a profundidade da questão, mas achei o conselho de extrema importância. Principalmente porque lida com nossa ansiedade, nossos medos e nossa impaciência (de querer tudo pra ontem, tin tin por tin tin, como é difícil isso!)
E aí o conselho da segunda amiga complementou. É preciso reconhecer, assumir e se desarmar dos seus próprios defeitos e dificuldades também. Pode ser uma pessoa diferente, mas se você continua igual (em se tratando de atitudes ruins) que avanços você acha que vai ter?
Não estou dizendo pra iniciar a relação cega, surda, muda e burra! Que fique claro!
Mas faz muita diferença quando controlamos os instintos, damos uma chance, afinal... É uma pessoa diferente. Ou pelo menos, esperamos que seja.
E se por acaso não for, podemos dizer que pelo menos fizemos nossa parte, tentamos.
29/04/2011
Royal Love
Que dia lindo! Não poderia deixar de postar aqui alguma coisa sobre o Casamento Real. A união da então plebéia Kate Middleton ao Príncipe de Gales, herdeiro do trono Britânico William Arthur.
Primeiro pela minha admiração pela família real britânica, pela sua história e pela paixão que eu tenho por aquele lugar. Segundo porque aposto que até mesmo os não-tão-românticos-assim, se derreteram pelo cerimonial e pelo clima de “Love is in the air”. (Deu vontade de casar também! Oops!)
Além disso, como já comentei em outras redes sociais, temos visto tanta coisa ruim no mundo, tantas vezes nos reunimos em frente a TV para acompanhar tragédias horríveis que hoje, acordar cedinho para acompanhar esse momento tão mágico e especial, valeu muito a pena.
Pode parecer bobeira, mas traz um pouco de esperança. Afinal, casamento é união, é renovação, é o nascimento de uma nova família. Seja ela nobre ou não. E eu espero que todos os sorrisos trocados entre o belo casal e os sorrisos distribuídos aos dois bilhões de espectadores espalhados pelo mundo sejam verdadeiros.
Que eles realmente estejam felizes e se amem por muitos e longos anos. (Long live the Prince and the Princess!)
Agora, Catherine, como quer ser chamada, e William, são os novos Duque e Duquesa de Cambridge (além de outros títulos concedidos pela rainha antes do casamento), podendo futuramente se tornar Rei e Rainha da Inglaterra, e dar início a uma nova geração na monarquia britânica.
O que me fascina
Além da beleza do casamento em si. Do lindo vestido de Catherine (ela é linda!), da pompa, da carruagem, do uniforme de William, outras coisas me fascinaram. Como por exemplo:
A organização, a pontualidade, o protocolo, o respeito, não só da polícia e da guarda real, mas também da população e turistas. A cena da multidão caminhando tranquilamente até o Palácio de Buckingham após a cerimônia, e tomando seus lugares ao redor do monumento à Rainha Vitória, foi um momento emocionante.
A entrada de Catherine na mais do que bela Abadia de Westminster, decorada com árvores verdes clara e apenas algumas flores, deu mais brilho ao seu longo corredor de paredes adornadas e recheadas de história. (Só conhecendo para entender a magnitude daquele lugar). E a marcha usada para a entrada da noiva, sem palavras! (Tive a oportunidade de ouvir o coro de homens e meninos quando estava lá, é angelical.)
As bandeiras britânicas espalhadas pelo trajeto do casamento e nas mãos da multidão que cantou os coros da cerimônia, junto com os quase dois mil convidados dentro da Abadia. (De arrepiar!)
Por último, duas expressões de pura sinceridade. O olhar de William que elogiou sua noiva quando ela chegou ao altar, e a expressão de surpresa de Catherine que disse “Oh wow!” ao ver a quantidade de pessoas esperando por eles ao redor do Palácio de Buckingham.
Reveja o momento da entrada de Catherine na Abadia de Westminster!
http://www.youtube.com/watch?v=5u6-CpU-1EY&feature=mfu_in_order&list=UL
28/04/2011
Fora de Controle
Tenho andado com muita vontade de escrever. Mas como já mencionei aqui, as palavras têm me faltado, ou melhor, tem me faltado a estruturação delas. A montagem. Então resolvi escrever hoje sem edição, sem pensar duas vezes e quem sabe, ao final, conseguir tirar da minha cabeça essas estórias que fazem questão em não migrar para o papel.
No entanto, agora escrevendo (e relendo, pois não consigo ficar sem editar), talvez tenha descoberto o motivo pelo qual não consigo montar um texto de forma que eu goste de verdade.
Estou num momento de transição. Com tudo fora do lugar, desde minha casa, meu quarto até minha cabeça, meu coração!
Sim... Só pode ser por isso que minhas ‘idéias’ estão tão atordoadas. Falta a organização que eu sempre fui acostumada a ter. E agora não tenho, porque as coisas fogem ao meu controle.
Foge na casa, porque dependo de outros que me ajudem a arrumá-la. Foge no quarto porque mudei as coisas de lugar e ainda não me sinto confortável, inserida no ambiente (e estou sem meus gatos! Snif snif!!).
Foge na cabeça, porque são tantas as atividades do dia-a-dia que nem um encontro com as minhas amigas de infância eu consigo marcar. (Trágico!)
Foge do coração, porque descobri que estar num novo relacionamento pode ser tão intrigante quanto retornar a vida de solteira.
Eu achava que havia descoberto tudo sobre mim nesse tempo de afastamento. Mas parece que tenho muita coisa por saber ainda. (E sabe que isso me motiva?)
Então, enquanto tudo isso estiver fora do lugar, acho difícil que eu consiga me expressar como de sempre. Com a mesma espontaneidade. Mas peço que não desistam. Estarei por aqui, em breve.
#ouvindo Jack Johnson – Anything but the truth
28/03/2011
Sincronia
Mencionei que só havia casais? Pois é... Só havia casais.
Num outro momento da vida, essa cena teria sido comparada aqui no blog, ao clímax de um filme cômico/trágico. Aquele em que a solteira, no auge do seu desespero, decide finalmente tomar uma atitude, seja ela uma burrada qualquer, ou o encontro de um final feliz.
Mas como disse, o momento é outro. E a sincronia daquela dança me fez pensar num outro tipo de sincronismo: a de duas pessoas diferentes, tentando acertar seus próprios passos.
Imaginei cada um daqueles casais. Como será que se conheceram? Ou será que se reencontraram? Há quanto tempo estariam juntos? Será que realmente se dão bem?...
Na fase adulta é muito mais difícil se relacionar com alguém. Dividir seu espaço, fazer concessões, encarar e respeitar as opiniões já formadas de cada um. É muita coisa em jogo!
Tem gente que desiste antes mesmo de começar. Itens como responsabilidade, distância, família, finanças, trabalho, filhos, objetivos, respeito... Tudo é levado em consideração na hora de escolher o que achamos ser o nosso “melhor par”. Independente dos beijos, do romance, do papo, da beleza e quiçá do sexo.
Parece um pouco burocrático eu sei, mas passado o encantamento inicial (o que nos leva até o outro) fazemos isso naturalmente. Colocar o coração para funcionar em conjunto com a razão. Uma forma de se resguardar talvez. Ou uma maneira de planejar o futuro, e responder a tão usada pergunta “onde isso vai dar?”. (E muitos querem essa resposta logo no início, tenhamos paciência gente!)
De uma coisa eu acho que sei. Não existe sincronia perfeita em relacionamentos. Existe na dança, mas em relacionamentos eu não acredito. No entanto, se a gente não tenta, não experimenta, se não damos a chance de conhecer a outra pessoa; como saber como a história terminaria?
Quando você dança com alguém pela primeira vez e ele(a) pisa no seu pé, você pára de dançar ou pratica mais um pouco até acertar o passo?
(continua nos próximos posts!)